Deus criou o Big Bang

Deus e o Big bangDeus criou o Big Bang (Como visto na Aula do Prof. Diego 16/04/2013 -Aula de Teologia Pastoral – Seminario Sagrado Coração de Jesus)

Segundo a teoria do Big Bang que é a mais aceita pela maioria dos cientistas a noção de espaço e tempo começa neste exato momento da história do universo, não podendo haver um antes – cientificamente falando como podemos provar que todo o universo se encontrava con…densado do tamanho da cabeça de 1 alfinete – quem teria colocado …essa matéria aí? de onde teria vindo? – portanto será que podemos dizer que Deus criou o universo através do Big Bang – será que ciência e religião finalmente tem 1 ponto em comum?
É possivel que essa sua descriçâo faça sentido e seja o reencontro de referência na ciência com a religião – a ciência se baseia essencialmente em provas e hipoteses e fatos concretos – por isso é possivel que Big-Bang se realmente existiu, esteja relacionado e tenha sido desencadeado por algo sobrenatural a quem possamos atribuir o nome de Deus – quem pode provar isso? É uma hipotese!

Segundo o físico Stephen Hawking:

“Stephen Hawking descarta Deus na equação do universo.
Dias antes da publicação do novo livro de Stephen Hawking, o jornal The Times avança um excerto da obra onde o físico inglês defende que a lei da gravidade é suficiente, por si só, para a criação deste e de outros universos e que, por isso, não é necessário “invocar Deus”.
“Devido à existência de uma lei como a da gravidade, o universo pode criar-se a partir do nada. A criação espontânea é a razão pela qual há algo em vez de nada, porque o universo existe, porque nós existimos”, lê-se no excerto do livro assinado por Hawking e pelo físico norte-americano Leonard Mlodinow. “Não é necessário invocar Deus para premir o gatilho e pôr o universo em marcha”, argumenta o físico.”
Leiam todo o artigo, no Público.

“O manuscrito tem como título “The Grand Design” e vai ser editado a 9 de Setembro. O livro pretende explicar mistérios como o Big Bang ou a existência de outros universos.
Há poucas semanas, Hawking foi notícia por defender que a humanidade deveria procurar nos próximos 200 anos outro planeta para viver, devido à forma como os recursos terrestres estão a ser utilizados.”

O Público também diz que no livro de 1988, “Uma breve história do tempo”, Hawking tinha uma posição diferente: “Se descobríssemos uma teoria completa [do universo], seria o derradeiro triunfo da razão – porque assim conheceríamos a mente de Deus”.
Mas na verdade não é assim, porque Hawking, tal como Einstein, define “Deus” como leis matemáticas naturais. Logo, Hawking não defendia um homem de barba branca a olhar pelos Humanos. Assim, ao contrário do que afirma o Público, estas declarações vão no seguimento do que Hawking pensava.

O Público também diz:
“Em 1992, a descoberta de um planeta que gira à volta de outra estrela que não o Sol chamou a atenção de Hawking. “Isso torna a coincidência das condições do nosso planeta – um único Sol, a sorte da combinação da massa solar e da distância da Terra ao Sol – muito menos extraordinária e muito menos convincente como prova de que a Terra foi cuidadosamente desenhada para fazer as vontades aos seres humanos”, disse o físico, citado pelo The Guardian.”
Ora, isto vem, novamente, no seguimento do que Hawking pensa: o Princípio da Mediocridade é a regra no Universo.

Depois de Stephen Hawking ter dito que não precisava de Deus para explicar a criação do Universo, agora chegou a vez do Papa vir dizer que Deus é o responsável pelo Big Bang.

Stephen Hawking diz isto: “Deus pode existir, mas a ciência não precisa dessa hipótese para explicar o Universo”. Ou seja, a ciência não pode nem deve recorrer a seres divinos como explicações científicas.
Acho que isto é uma verdade perfeitamente evidente.
Ciência não é religião.

A pergunta “Acredita em extraterrestes?” não faz sentido.
Porque não define extraterrestres: cinzentos? marcianos verdes? bactérias?
Porque não tem a ver com acreditar. Eles existem ou não e é a ciência que nos dará as respostas.

O mesmo é para a pergunta que o Larry King se fartou de fazer.
Perguntar “Acredita em Deus”?” também não faz sentido.
De que Deus está a falar? De um ser-espião que não tem mais nada que fazer, senão passar o tempo de forma “creepy”, a espiar o que ando a fazer, quando me visto, quando me dispo, quando digo alguma asneira, etc? É de um ser desses que espera que eu acredite? Um ser que me anda a espiar nas sombras, sorrateiramente, de forma invisível? E que me espia a mim, e a todos os outros humanos, incluindo as crianças (andar a ver quando se vestem, despem, e dizem asneiras)? É que se alguém acredita que há um ser que faz isso, então deve imediatamente chamar as autoridades, porque é totalmente ilegal e bastante ofensivo andar alguém a fazer isso.

“God didn’t created man, man created God”, ou seja, esse Deus-espião não criou os humanos, mas foram os humanos que criaram esse Deus-espião. Assim, havia mais controlo sobre a população, que vive com medo do que lhe vai acontecer a seguir. O medo é a melhor forma de controlo.
E a ideia que só se tem moral, ou justiça, se se acreditar em Deus é mentira, como se pode ver em experiências com animais. Eu prefiro ser uma boa pessoa porque quero, em vez de ser boa pessoa só porque tenho medo do que me vai acontecer a seguir. Deve-se fazer as coisas certas porque elas são certas, e não porque se tem medo das consequências das coisas erradas. Da mesma forma que há boas pessoas em todas as religiões, e boas pessoas que são crentes em Deus e boas pessoas que não são crentes em Deus. Ou seja, para se ser boa pessoa, é indiferente aquilo em que ela acredita, mas o que conta são as suas acções.
Curiosamente, gostei desta publicidade em Chicago. Aliás, o entrevistado diz que no passado tínhamos milhares de deuses, agora só temos um, ou seja, estamos a melhorar. O que vai de encontro a uma frase do Richard Dawkins no livro “The Root of All Evil”: “We are all atheists about most of the gods that societies have ever believed in. Some of us just go one god further” (Todos somos ateístas sobre a maioria dos deuses que as sociedades humanas acreditam. Alguns de nós, simplesmente acreditam em menos um. — ou seja, todos os portugueses e brasileiros que nos lêem são ateístas em relação à maior parte dos deuses que já popularam a mente humana). E esta frase do Dawkins vai de encontro à do Stephen Roberts: “I contend that we are both atheists. I just believe in one fewer god than you do. When you understand why you dismiss all the other possible gods, you will understand why I dismiss yours”. Ou seja, somos ambos ateístas; quando perceberes porque não acreditas em todos os deuses dos Egípcios ou Gregos, por exemplo, então vais perceber porque não acredito no teu deus.

A procura de conhecimento, seja de forma científica ou espiritual, não deveria ser o objectivo de todos?
E conhecimento que seja “palpável”, e não do género das tretas da pseudociência, como por exemplo falarem de “pulseiras quânticas” para se viver melhor.

Ou seja, não tem nada a ver com “acreditar” nisto ou naquilo. Ou existe, ou não existe. Da mesma forma que o Pai Natal ou existe ou não existe. Eu posso acreditar que consigo voar, mas o certo é que se me atirar do topo de um edificio de 50 andares, vou parar cá em baixo, porque independentemente de acreditar ou não, o certo é que a gravidade funciona.

Assim, é indiferente o que se acredita.
A gravidade funciona, e é explicada pela ciência.
A chuva funciona, e é explicada pela ciência.
A TV funciona, e é explicada pela ciência.
Os computadores funcionam, e são explicados pela ciência.
A internet funciona, e é explicada pela ciência.
Não é preciso Deus para explicar a Internet, Deus, a chuva, os computadores, ou a TV. Basta o conhecimento humano. É esta mensagem que Hawking quer fazer passar.
Quando se tem “fé”, quando se “acredita” em nós próprios, nos humanos, no conhecimento, e na ciência, o mundo avança, o mundo progride, o mundo torna-se melhor (o contrário, deu-nos a “Idade das Trevas”).

Podem dizer: mas a ciência não explica o início do Universo, e é por isso que aí entre a hipótese Deus.
Ou não.
Da mesma forma que há uns milhares de anos, pensava-se que Deus fazia a chuva, e agora essa hipótese já não é precisa.
Ou da mesma forma como há 100 anos atrás, alguém, ignorante da ciência actual, diria que a TV ou os computadores são obra de Deus, mas agora sabe-se que são obra dos humanos, porque o conhecimento humano progrediu.
Ou seja, com o tempo, os Humanos e a Ciência, vão tendo mais conhecimento e deixado de precisar dessa hipótese Deus (conhecimento VS. ignorância).

O Hawking tem a opinião que com a Teoria M, já se pode compreender o início do Universo sem precisar da hipótese Deus.
(eu não concordo com o Hawking, que a M já nos diz tudo, mas é a opinião dele)

De qualquer modo, Hawking só disse que não precisava dessa hipótese. Só isso.
Tal como para explicar a gravidade ou a chuva, basta a ciência e matemática. Não é preciso Deus para explicar esses fenómenos – a hipótese Deus era usada nesses fenómenos no passado, mas entretanto crescemos, evoluímos, fomos tendo mais conhecimento, e essa hipótese deixou de ser necessária.
É só isso que Hawking diz: que não precisa dessa hipótese para explicar determinado fenómeno (neste caso, o início do Universo).

Mas parece-me que os religiosos têm tão pouca fé nas suas crenças, que “cai-lhes o mundo” se alguém diz que “não precisa da hipótese Deus”.
Querem à viva força incluir essa hipótese, em ideias que não são deles.

Notem que o Hawking não diz que devem acreditar nele. Cada qual é livre de acreditar no que quiser. O co-autor diz precisamente isso: cada qual deve acreditar no que quiser.
Mas não percebo estes religiosos que querem à viva-força que Hawking e os outros, sigam as ideias deles.

Sinceramente, isto faz-me pensar nas atribulações de Galileu.
Só por Galileu afirmar que a Terra não estava no centro do Universo, os religiosos Cristãos “saltaram-lhe logo em cima”, porque ele tinha à-viva força de acreditar naquilo que eles queriam.
Independentemente da realidade, toda a gente tinha que seguir as crenças deles. Mesmo que a realidade provasse o contrário.
Parece-me a mesma história de nos quererem vender a crença no “Pai Natal”, ou nas “pulseiras quânticas“. É indiferente o que pessoas acreditam sobre as pulseiras, porque a realidade é só uma: elas não fazem nada; é um simples esquema para roubar dinheiro às pessoas.

Eu não sei o que pensam as outras pessoas, mas eu detesto que me impinjam crenças, e que queiram à-viva força que eu acredite em X, que pense Y, ou que faça Z.

Trocar o conhecimento pelas crenças, trocar o pensamento crítico por quererem que se acredite nisto ou naquilo, parece-me demasiado perigoso.
Como disse o Hawking: um dos perigos para a Humanidade é a nossa ignorância e estupidez.

Pessoalmente, penso que nem um nem outro podem fazer afirmações sobre o que se passou no Big Bang.
É estarem a inventar…

De qualquer modo, percebo o Hawking. Hawking não negou Deus. Simplesmente limitou-se a afirmar o óbvio tendo em conta a evolução da Humanidade. Dantes pensava-se que o Sol era um Deus, que a chuva era feita por deuses, que a trovoada era feita por deuses, etc. À medida que a ciência e o conhecimento progridem, então vai-se percebendo melhor esses “mistérios” e Deus deixa de ser necessário para explicar esses fenómenos.
Por outro lado, Hawking fez essas “declarações bombásticas” somente por motivos de marketing. Assim, teve direito a notícias na TV, a programas na TV, a discussão sobre o livro dele, etc. Foi publicidade grátis.

Segundo o Papa Bento XVI(na época, hoje é Papa Emérito)

Deus é responsável pelo Big Bang, diz papa Bento 16

A mente de Deus esteve por trás de teorias científicas complexas como a do Big Bang, e os cristãos devem rejeitar a ideia de que o Universo tenha surgido por acaso, disse o papa Bento 16 nesta quinta-feira.

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“O Universo não é fruto do acaso, como alguns querem que acreditemos”, disse Bento 16 no dia em que os cristãos celebram a Epifania –a Bíblia diz que os Reis Magos, seguindo uma estrela, chegaram ao lugar onde Jesus nasceu.

“Não é preciso um Deus para criar o Universo”, diz Stephen Hawking

“Contemplando (o Universo), somos convidados a enxergar algo profundo nele: a sabedoria do Criador, a criatividade inesgotável de Deus”, disse o papa em sermão para 10 mil fiéis na Basílica de São Pedro.

Nas ocasiões anteriores em que o papa falou sobre a evolução, ele raramente voltou atrás no tempo para discutir conceitos específicos como o do Big Bang, que cientistas acreditam tenha levado à formação do Universo, cerca de 13,7 bilhões de anos atrás.

Pesquisadores da Cern (sigla francesa de Organização Européia de Pesquisa Nuclear, em Genebra) vêm esmagando prótons em velocidade quase igual à da luz para simular as condições que, acreditam, teriam dado origem ao Universo primordial, do qual terminaram por emergir as estrelas, os planetas e a vida na Terra –e possivelmente em outros lugares também.

Alguns ateus afirmam que a ciência pode provar que Deus não existe, mas o papa disse que algumas teorias científicas são “mentalmente limitadoras” porque “chegam apenas até certo ponto (…) e não conseguem explicar a realidade última (…)”.

PERGUNTAS SEM RESPOSTAS

O papa declarou que as teorias científicas sobre a origem e o desenvolvimento do Universo e dos humanos, embora não entrem em conflito com a fé, deixam muitas perguntas sem resposta.

“Na beleza do mundo, em seu mistério, sua grandeza e sua racionalidade (…), só podemos nos deixar ser guiados em direção a Deus, criador do Céu e da Terra”, disse ele.

Bento 16 e seu predecessor, João Paulo 2º, procuram despir a Igreja da imagem de ser contrária à ciência –rótulo que ela ganhou quando condenou Galileu por ensinar que a Terra gira em volta do Sol, contestando as palavras da Bíblia.

Galileu foi reabilitado, e hoje a Igreja também aceita a evolução como teoria científica e não vê razão pela qual Deus não possa ter empregado um processo evolutivo natural para formar a espécie humana.

A Igreja Católica deixou de ensinar o criacionismo –a ideia de que Deus teria criado o mundo em seis dias, conforme descrito na Bíblia– e diz que o relato bíblico do livro do Gênesis é uma alegoria para explicar como Deus criou o mundo.

Mas a Igreja é contra o uso da evolução para respaldar uma filosofia ateia que nega a existência de Deus ou qualquer participação divina na criação. Ela também é contra o uso do livro do Gênesis como texto científico.

Também percebo a posição do Papa. Compreendo perfeitamente porque ele o disse, e que essa é a sua fé.
No entanto, ele poderia simplesmente ter dito isso (Deus criou o Big Bang), porque é a sua fé. Quando “justificou” essa fé, com o que ele assume serem características da ciência, então errou.
As suas declarações denotam que não percebe como o mundo funciona, porque não entende a natureza da ciência.
Por exemplo, ele diz: “algumas teorias científicas são mentalmente limitadoras porque chegam apenas até certo ponto (…) e não conseguem explicar a realidade última (…)”. Mas por isso, é que se chama ciência. Este é o processo científico – melhorar sempre. Não é um processo limitador; pelo contrário, é um processo que permite a evolução do conhecimento.
O Papa também criticou a ciência dizendo que “as teorias científicas sobre a origem e o desenvolvimento do universo e dos seres humanos (…) deixam questões sem resposta”. Mas a ciência não é fundamentalista como a religião. A ciência e o conhecimento evoluem. As respostas, levam a mais perguntas, e continua-se a descobrir mais e mais.
Enquanto a religião e a pseudociência inventam nomes para a ignorância que demonstram, a ciência tenta compreender e explicar os fenómenos. Esta não é uma limitação da natureza da ciência; pelo contrário, é uma característica vital para se evoluir no conhecimento; por exemplo, para sabermos como funciona a gravidade, e para podermos ter computadores.

Além disso, quem afirma o extraordinário é que tem que mostrar evidências extraordinárias.
Assim, chame-se Deus, Teoria das Cordas, Monstro de Esparguete Voador, Braco cura pelo olhar, pulseiras quânticas, ou o Pai Natal, quem afirma que isso existe no tempo em causa, é que tem que o provar.
Sendo assim, neste caso, o ónus da prova está do lado do Papa. Senão, limita-se a “inventar”…

Por último, penso ser um completo paradoxo afirmar que Deus criou o Universo, e o mesmo Deus andar preocupado com o que se passa num minúsculo (“invisível”) pedaço de pó existente num Universo gigantesco

Abraços fraternos aos amigos Teólogos(as)

Claudinei

Aluno do 2º Ano de Teologia Pastoral 

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