A doutrina da Trindade – As três Pessoas distintas – o Pai, Filho e o Espírito Santo – compartilham a natureza de Deus: Trindade

trindade460x351Sempre tenhais em mente que esta é a regra de fé que eu professo; por isto testemunho que o Pai, o Filho e o Espírito são inseparáveis um do outro, e assim sabereis em que sentido isto é dito. Agora, observeis: minha afirmação é que o Pai é um, o Filho um e o Espírito um, e que Eles são distintos de um ao outro”
(Tertuliano, Contra Praxéias)

Não é de se surpreender que virtualmente todas as seitas não-cristãs e todas as religiões de mundo rejeitam e negam a doutrina da Trindade. Isto é principalmente devido a uma incompreensão junto com uma invenção de enganos da própria doutrina. Conseqüentemente, as objeções afirmadas pelas Testemunhas de Jeová não são baseadas em sólidos pontos bíblicos mas em suas próprias criações teológicas – que Jesus não é Deus. Os cristãos acreditam que Jesus é completamente Deus e que Deus é Tri-pessoal, somente em base das Escrituras.

Quando conversamos sobre a Trindade com as Testemunha de Jeová, o problema principal que impede a maioria dos cristãos de discutir dentro da Bíblia é comumente conhecido como “barreira da linguagem”. Em outras palavras, certos termos cristãos usados pelos cristãos também são usados pelas Testemunhas de Jeová mas de uma forma completamente diferente.

Então, temos que definir primeiro os termos. Se os termos não forem colocados dentro de seu contexto, então haverá equívocos que impedirão uma apresentação do evangelho. Você estará falando as mesmas palavras mas aplicando significados diferentes.

Assim, quando conversar sobre a doutrina da Trindade, lembre-se: DEFINA PRIMEIRO OS TERMOS. Em outras palavras, antes de começar a usar passagens das Escrituras sua primeira pergunta para as Testemunha de Jeová deveria ser: “como você entende a doutrina da Trindade”? Então, dependendo em como eles respondem, comece a explicar biblicamente a definição correta.

A DOUTRINA DA TRINDADE EXPLICADA

São três as premissas que demonstram os dados bíblicos para a Trindade:

Premissa um:

há um Deus eterno

Premissa dois:

há três Pessoas que são DEUS

Premissa três:

há três Pessoas distintas uma das outra.

Conclusão:

As três Pessoas distintas – o Pai, Filho e o Espírito Santo – compartilham a natureza de Deus: Trindade.

As três Pessoas distintas são coiguais, coeternas e coexistentes.

PREMISSA UM:

Existe um Deus eterno (ontologicamente: i.e., em natureza. Cf. Gal. 4:8).

“Ouça, ó Israel! O SENHOR é nosso Deus, o SENHOR é um só” (Dt. 6:4)*

“Assim diz o SENHOR, Rei de Israel, seu Redentor, o SENHOR dos Exércitos: Eu sou o primeiro e eu sou o último, e além de mim não há Deus. Não vos assombreis, nem temais; acaso, desde aquele tempo não vo-lo fiz ouvir, não vo-lo anunciei? Vós sois as minhas testemunhas. Há outro Deus além de mim? Não, não há outra Rocha que eu conheça“.(Is. 44:6, 8; grifo nosso)

“Assim diz o SENHOR, que te redime, o mesmo que te formou desde o ventre materno: Eu sou o SENHOR, que faço todas as coisas, que sozinho estendi os céus e sozinho espraiei a terra” (Is. 44:24)

* Shema Yisraêl, Yehowah, Elohainoo, Yehowah aichod: “ouvi, Israel: Jeová, nosso Deus, é um Jeová”. Nesta passagem os judeus colocaram grande atenção e é uma das quatro passagens que eles escrevem em seus filactérios: sobre a palavra Elohim, Simeon Ben Joachi disse: “Venha e veja o mistério da palavra Elohim: há três graus e cada grau é por si mesmo único e mesmo assim são todos um, unidos em um e não divididos”.

PREMISSA DOIS:

As Escrituras apresentam três Pessoas DISTINTAS ou Egos (não “pessoas”

três Pessoas DISTINTAS ou Egos (não “pessoas”1), o Pai, o Filho e o Espírito Santo são Deus ontologicamente (por natureza) e são chamados de “Deus” ou Jeová.

O PAI É DEUS

Veja as saudações nas epístolas paulinas: “graça a vós outros e paz, da parte de Deus, nosso Pai, e do Senhor Jesus Cristo” (Rm.1:7; Gl. 1:11). As TJ não irão contra este versículo, embora elas digam que Deus o Pai é o “Todo-poderoso” e Jesus é só “poderoso” ou “um deus”. Porém, ao dizer que Jesus é só “um deus” ou “poderoso” mas não “Todo-poderoso”, elas ignoram o fato que os judeus eram monoteístas: tinham a crença num verdadeiro Deus. Eles não aceitaram a idéia de dois deuses verdadeiros: um grande Todo-poderoso e um outro “deus”. Este era um conceito pagão, não cristão 2.

Que o termo “Deus poderoso” (Hb. El gibbor) como em Is. 9:6, era um título recorrente para Jeová no Velho Testamento não é considerado pelas Testemunha de Jeová (por exemplo, Dt. 10:17; Sl. 24:8; Jr. 32:18; cf. o texto hebraico). De fato, até mesmo sua própria Bíblia (i.e., a Tradução do Novo Mundo) chama Jeová de “Deus poderoso” (Is.. 10:21; Jr. 32:18).

Quando citam Is. 9:6: “seu [Messias] será chamado Deus poderoso…” as TJ dizem: “Jesus é poderoso mas não o Todo-poderoso”. Só que elas se esquecem totalmente que o termo “poderoso” (como em Deus poderoso) é um adjetivo, como com El “shaddai”, que só pode se referir ao verdadeiro “Deus” (El). Conseqüentemente, o termo hebraico El (em contraste com Elohim, no plural) era um termo reservado SÓ para Jeová. Nenhum homem poderoso ou anjo foi chamado de El no Velho Testamento. Os judeus eram monoteístas e não tinham este conceito pagão de dois deuseus: um Deus maior e um deus, como as Testemunha de Jeová ensinam e isto é politeísmo, não monoteísmo.

JESUS É CHAMADO DE “O DEUS” (O THEOS)

Mateus 1:23:

“e ele será chamado pelo nome de Emanuel (que quer dizer: Deus [ho theos “o Deus”] conosco).”

Jo. 1:1:

o Jesus é o Deus Eterno distinto do Deus Pai:

No princípio era a Palavra e a Palavra estava com Deus e a Palavra era Deus (theos en ho logos (“Deus era a Palavra”).

Jo. 20:28

Tomé disse a Jesus (falando direto a Ele): ho kurios mou kai ho theos mou, lit., “o Senhor de mim e o Deus de mim” (veja a própria interlinear do grego da Torre chamado:The Kingdom Interlinear Translation 3.

Fp. 2:6:

pois ele [sempre], subsistindo [huparchon] em forma [“natureza”, NIV] [morphe] de Deus 4 não julgou como usurpação o ser igual a Deus, mas se esvaziou e tomou a forma [morphe] de um servo, tornando-se em semelhança de homens. e, reconhecido em figura humana, a si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até à morte e morte de cruz…para que ao nome de Jesus SE DOBRE TODO JOELHO, nos céus, na terra e debaixo da terra,e toda língua confesse que Jesus Cristo é Senhor, para glória de Deus Pai” (grifo nosso).

Cl. 2:9:

porquanto, nele, habita, corporalmente, toda a plenitude da Divindade [theotetos].

Tt. 2:13:

“O grande Deus e Salvador”: tou megalou theou kai soteros hemon Christou Iesou, lit., “o grande Deus e Salvador de nós Cristo Jesus”. Nota: em 2 Pedro 1:1 temos a mesma construção gramatical (i.e., artigo-substantivo-kai-substantivo): tou theou hemon kai soteros Iesou Christou, lit., “o Deus de nós e Salvador Jesus Cristo (cf. 2 Ts 1:12; 2 Pd. 1:11; 2:20; 3:2, 18,; veja o grego.).

Hb. 1:8:

“Mas do Filho Ele [o Pai] diz, “SEU TRONO, Ó DEUS É PARA SEMPRE E SEMPRE…” (ho thronos sou ho theos, lit., “o trono de ti o Deus…”). Clique aqui para um estudo mais profundo.

JESUS CRISTO: O ETERNO EGO EIMI (“EU SOU”)

Estes seriam Mc. 6:50; Jo. 8:24; 8:28; 8:58; 13:19 (cf. Is. 43:10; LXX); 18:5; 18:6; e 18:8.

*Por que é importante saber e ensinar que Jesus É Deus? Além do que Jesus declara em Jo. 4:24; 17:3 e 1 Jo. 2:23, Jesus declara em Jo. 8:24:

“Por isso, eu vos disse que morrereis nos vossos pecados; porque, se não crerdes que EU SOU [ego eimi], morrereis nos vossos pecados

*Veja: Jo. 1:18; Rm. 9:5; Fl. 2:6-11; Cl. 2:9 (theotētos); Heb. 1:3; 1 Jo. 5:20; Ap. 5:13-14.[A Trindade: um Deus revelado em três pessoas distintas e coiguais].

O ESPÍRITO SANTO É UMA PESSOA E É CHAMADO DE “DEUS”

As TJ ensinam que o Espírito Santo é a “força ativa” de Jeová e não uma pessoa. Eles comparam o espírito santo com a “eletricidade”. Porém, o Espírito Santo não pode ser qualquer coisa senão uma pessoa ciente, que tem personalidade. O Espírito Santo tem uma relação pessoal com o Pai e Jesus, como também todos os crentes.

O ESPÍRITO SANTO É DEUS

At. 5.3,4, Ananias e Safira:

“Então, disse Pedro: Ananias, por que encheu Satanás teu coração, para que mentisses ao Espírito Santo, reservando parte do valor do campo?
Conservando-o, porventura, não seria teu? E, vendido, não estaria em teu poder? Como, pois, assentaste no coração este desígnio? Não mentiste aos homens, mas a Deus” (grifo nosso)

Mentir ao Espírito Santo é o mesmo que mentir a Deus porque Ele é Deus. Você não pode mentir para uma eletricidade ou uma força. Somente uma pessoa ou ser (ego) pode ser enganada. Também compare At. 28:25-26 com Is. 6:ss. Em Is. 6:1ss. lemos que Jeová está no trono falando por Isaías (vv. 9-10), mas Paulo (em At. 28:25-26) atribui as palavras de Jeová ao Espírito Santo.

O ESPÍRITO SANTO COMUNICA

NOTA: este é um grande ponto para testemunhar às Testemunhas de Jeová (uma força?)

At. 8:29
Hb. 3:7-11, 18,; cf. Sl. 95:7-11
Hb. 10:15-17; cf. Jr. 31:33, 34.

O ESPÍRITO SANTO SE IDENTIFICA COMO “EU” (EGO)

At. 13:2:

O Espírito Santo não pensa em Si mesmo como uma “atividade de Deus”, mas o Espírito Santo se identifica como “eu” quer dizer, um Ser (ego).

“Enquanto meditava Pedro acerca da visão, disse-lhe o Espírito: Estão aí dois homens que te procuram; levanta-te, pois, desce e vai com eles, nada duvidando; porque eu (ego) os enviei” (At. 10:19-20; grifo nosso).

Enquanto ministravam publicamente a Jeová e jejuavam, o espírito santo disse: “Dentre todas as pessoas, separai-me Barnabé e Saulo para a obra a que os chamei [proskeklēmai]. Concordemente, estes homens, enviados pelo espírito santo, desceram a Selêucia, e dali navegaram para Chipre.(At. 13:2, 4,; TNM; grifo nosso).

Na passagem acima (da própria tradução da Bíblia TJ: TNM) lemos que o Espírito Santo: Comunica. A eletricidade pode fazer isso?

Às vezes as Testemunhas de Jeová dirão que o “Espírito Santo” (hagion pneuma) está no gênero neutro. E isto é verdade, mas em substantivos gregos necessariamente não indica o gênero natural (por exemplo, “amor” é feminino; “crianças” e “meninas” são neutros)

PRONOMES PESSOAIS SÃO APLICADOS AO ESPÍRITO SANTO

Em João capítulos 14 e 16 Jesus usa pronomes pessoais para se referir ao Espírito Santo:

“Mas quando o Espírito [ekeinos] da verdade vier, ele os guiará em toda a verdade. Porque ele não falará de Si mesmo; mas tudo que ele ouvir vai falar: e ele lhes fará conhecido as coisas por vir. Ele me glorificará; porque ele receberá do que é meu, e lhes mostrará. (Jo. 16:13-14 – Pesito siríaca; grifo nosso).

O ESPÍRITO SANTO TEM ATRIBUTOS PESSOAIS


Vontade:
1 Coríntios 12:9-11.

Emoções: Efésios 4:30.

Mente: 1 Coríntios 2:10, 11,; Romanos 8:27.

Intercede (ora): Romanos 8:26.

Pode-se mentir a Ele: Atos 5:3.

Pode ser blasfemado: Marcos 3:29, 30.

Comanda: Atos 13:4; At. 16:6.

O ESPÍRITO SANTO AMA: ROMANOS 15:30

“Agora eu vos peço, irmãos, por causa de nosso Senhor Jesus Cristo e pelo amor que o Espírito inspira, para lutar comigo em orações a Deus em meu nome” (Rm. 15:30 – Williams; grifo nosso).

O ESPÍRITO SANTO É IGUAL AO PAI E AO FILHO

Mt. 28:19:

“Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo…” (também veja At. 28:25-27; 2 Cor. 13:14; Ef.. 2:18)

PREMISSA TRÊS

O Pai, e o Filho, e o Espírito Santo são DISTINTOS.

Considerações gramaticais

Jo. 1:1: ” e a Palavra estava com Deus…”

No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com [pros] Deus, e o Verbo era Deus. (en arche en ho logos, kai ho logos en pros ton theon, kai theos en ho logos).

No Novo Testamento a palavra “com” (pros), quando se refere a pessoas, indica uma relação entre pessoas distintas. Além disso, o Verbo estava, pros ton theon, “com o Deus”, que expressa a relação íntima e amorosa relação que o Verbo tinha com Deus Pai.

Primeiro e terceira pessoa pronomes pessoais:

Ao longo do capítulo 14, Jesus se diferencia claramente do Pai usando o primeiro pronome pessoal (“eu,” “eu,” “Meu”) para se referir a Ele e o pronome de terceira pessoa (“Ele,” “Ele,” “Seu”) para se referir ao Pai (por exemplo, Jo. 14:7, 10, 16). Este caso de distinção marcada também é evidente quando Jesus se diferencia de Deus o Espírito Santo:

“E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro [allon, Veja nº 42 abaixo] Consolador, a fim de que esteja para sempre convosco,” (Jo. 14:16; também veja 14:7, 10, 26,; grifo nosso).

Preposições diferentes:

Também no NT, particularmente em João capítulos 14-16, Jesus se distingue do Pai usando preposições diferentes. Este uso de preposições diferentes “mostra uma relação entre eles” e denota claramente uma distinção essencial, por exemplo, “ninguém vem ao [pros] Pai senão por [dia] mim” (Jo. 14:6); “quem crê em [eis] mim…. eu vou ao [pros] o Pai” (v. 12; cf. também Jo. 15:26; 16:28). Paulo usa preposições diferentes para diferenciar o Pai do Filho. Em Ef. 2:18, Paulo ensina que pela agência do Filho, os cristãos têm acesso ao Pai por meio do Espírito:

“Pois, por Ele [di’autou: o Filho] ambos temos acesso, em [en] um Espírito, ao Pai [pros ton patera]” (Ef. 2:18).

O Pai e o Filho e o Espírito Santo são claramente diferenciados em Mateus 28:19; e 2 coríntios 13:14 (5)

Distinção de sujeito-objeto

Se Jesus e o Pai não fossem Pessoas cientes distintas, não esperaríamos ver uma relação de sujeito-objeto entre eles:

“Batizado Jesus, saiu logo da água, e eis que se lhe abriram os céus, e viu o Espírito de Deus descendo como pomba, vindo sobre ele.
E eis uma voz dos céus, que dizia: Este é o meu [sujeito] Filho amado [objeto], em quem me [sujeito] comprazo.” (Mt. 3:16-17; grifo nosso; também veja, Mt.17:5).

“Eu [sujeito] te [objeto] glorifiquei na terra, consumando a obra que me [sujeito] confiaste [objeto] para fazer;” (Jo. 17:4; também veja Lc. 23:34, 46).

O Pai e o Filho são referidos como “Eu”–”Tu” em relação um ao outro; o Filho se refere ao Pai como “Tu” e Ele como “eu”. O Pai se refere a Jesus como “tu” e Ele como “eu”. O Filho se relaciona pessoalmente ao Pai e o Espírito Santo, e o contrário é completamente verdade do Pai e o Espírito Santo relativo a um ao outro.

A repetição do artigo:

Em Mateus 28:19, a frase: eis to onoma tou patros kai tou huiou kai tou hagiou pneumatos, “em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo,” gramaticalemente fala por si mesmo. Note a repetição do artigo tou, “o” antes de cada substantivo: tou patros “do Pai”, tou huiou “do Filho”, tou hagiou pneumatos “do Espírito Santo”. E cada substantivo é ligado pela conjunção conetivo kai, “e”. Assim, este tipo de construção (ver Sharp #6) claramente mostra a distinção entre todas as três Pessoas.

Em Apocalipse 5:13 o Cordeiro e o Pai são apresentados como dois objetos distintos de adoração divina pois são diferenciados pela repetição do artigo :

“Àquele
[] que está sentado no trono e ao Cordeiro [kai tō arniō], seja o louvor, e a honra, e a glória, e o domínio pelos séculos dos séculos”

Portanto, Paulo apresenta as três Pessoas não como unipessonal, mas como três Pessoas distintas:

“A graça do Senhor Jesus Cristo [tou kuriou Iēsou Christou], e [kai] o amor do [o] Deus [tou theou], e [kai] a comunhão do Espírito Santo [tou hagiou pneumatos] estejam convosco” (2 Cor. 13:14).

Há muitas outras passagens onde regra 6 se Sharp se aplica e denota distinção entre as três Pessoas na Trindade (por exemplo, Mt. 28:19; 1 Tessalonicenses 3:1; 2 Tessalonicenses 2:16-17; 1 Jo. 2:22-23). Mais adiante, ve com O Pai e o Filho, mas o Pai e Filho são claramente mostrados como duas Pessoas pela repetição do artigo tou “o” e a preposição repetida meta, “com”.

“E o que vimos e ouvimos, também vos fazemos conhecidos, para que possam ter comunhão conosco [meta]; e nossa comunhão é com [meta] o Pai [tou patros], e com [meta] Seu Filho Jesus [tou huiou] o Messias” (1. Jo. 1.3 – Pesito siríaca -grifo nosso)

Assim, há numerosas passagens onde são usadas preposições diferentes para diferenciar as Pessoas da Trindade (por exemplo, Jo. 14:6, 12,; 15:26; 16:28; Ef.. 2:18).

Jo. 17:5

“E agora, meu Pai, glorifica-me, com essa glória que eu tinha contigo antes que o mundo existisse” (Pesito siríaca – grifo nosso).

As saudações paulinas

gramaticamente distinguem entre o Pai e o Filho. Na consciência de Paulo, a “graça” e “paz” fluem igualmente do (apo) Pai e do Filho.

*NOTA: Para saber mais sobre as distinções ontológicas entre as Pessoas da Trindade veja sobre unicismo.

CONCLUSÃO: Então, todas as três Pessoas COMPARTILHAM a natureza de UM SER: Deus Pai, Deus Filho, e Deus Espírito Santo. A Trindade não são três deuses (i.e., triteísmo) nem Jesus é o Pai (i.e., modalismo) eles são DISTINTOS (“a Palavra estava COM Deus” Jo. 1:1).

RESUMO

PREMISSA UM:
Existe UM DEUS verdadeiro por natureza.

PREMISSA DOIS:

As Escrituras apresentam o Pai, o Filho e o Espírito Santo como Deus.

PREMISSA TRÊS:

O Pai, o Filho e o Espírito Santo são Pessoas distintas ou Egos, cientes um ao outro. Como também existindo entre si em uma amorosa comunhão – mesmo antes do tempo existir (cf. Jo. 17:5).

CONCLUSÃO:

O dados bíblicos estão claros: as três Pessoas compartilham a mesma natureza de UM DEUS ETERNO.

Rejeitando o Deus da Bíblia, as Testemunha de Jeová acreditam em um Deus que não existe. Só o verdadeiro Deus das Escrituras existe. O deus da Torre de Vigia não pode salvar ninguém, não existe. Elas crêem em um Deus unitário (uma Pessoa) e rejeitam o Deus triúno bíblico.

Precisamos pedir a Deus para abrir seus corações e mentes assim para poderem entender quem é Deus e Jesus Cristo. Só Ele pode dar a salvação.

A doutrina da Trindade não se originou num concílio do quarto século nem surgiu da Igreja católica. Deus revela Sua natureza (que Ele é um Ser tri-pessoal) nas próprias Escrituras. Usamos a palavra “Trindade” para comunicar os dados bíblicos que são revelados nas Escrituras. Se simplesmente deixarmos o texto falar por si mesmo, então, não chegaremos a conclusões antibíblicas. Temos a Palavra de Deus, nossa responsável para conferir a verdade do verdadeiro Deus; não há desculpa:

“E agora, não sabes? não ouviste? o Deus eterno, o Deus que formou os confins da terra” (Is. 40:28).

Jesus estava claro:

“Eu vos digo, que morrereis em vossos pecados; porque se não crerdes que EU SOU, morrereis nos vossos pecados” (Jo. 8:24).

As Testemunha de Jeová tentam desesperadamente refutar a doutrina. Porém, como irá perceber, assim como os unicistas pentecostais, as TJ usam os piores métodos possíveis de interpretação por meio de textos distorcidos, afirmações filosóficas e falácias lógicas. E, assim como todos os anti-trinitários, falsificam citações e citam errados os Pais da Igreja e os teólogos cristãos.

Comunhão pessoal entre as Pessoas da Trindade

“Se eu testifico a respeito de mim mesmo, o meu testemunho não é verdadeiro. Outro (allos) é o que testifica a meu respeito, e sei que é verdadeiro o testemunho que ele dá de mim.” (Jo. 5:31-32; cf. 3:35; 10:17; 14:31).

NOTAS

1 – Freqüentemente, a objeção mais feita, principalmente por aqueles que rejeitam a Trindade, é sobre a palavra “Pessoa”. Ao definir a Trindade, os Pais de Igreja usariam “as Pessoas” de um modo menos individualista, como usaríamos o termo hoje. As igrejas no Ocidente utilizaram persona (latim) e as igrejas do Oriente – hupostasis (grego). O líder da Reforma, João Calvino, disse: “Então, por Pessoa eu quero dizer uma subsistência no ser Divino….”

Porém, a analogia habitual empregada pela igreja antiga para ilustrar a Trindade era o “modelo psicológico – dentro de um corpo existe um intelecto, um coração e uma vontade” (por exemplo, S. Agostinho). A palavra “Pessoa” é usada porque o Pai, Filho, e Espírito Santo possuem atributos pessoais. Além disso, aplicam-se pronomes pessoais a eles nas Escrituras. O Pai, Filho, e Espírito Santo são assuntos intelectuais, emocionais, conscientes que tem uma íntima relação um com (Gr. pros; como em Jo. 1:1) o outro.

2 – As Escrituras são claras: só há UM VERDADEIRO DEUS, e assim todas as outras coisas chamadas de “deus” são falsos deuses ou por natureza não são Deus (Gal. 4:8) como os anjos (cf. Sl. 8:5 com Hb. 2:7). Jesus é chamado “um deus” (na TNM, Jo. 1:1) e Ele é chamado “o Deus” em Jo. 20:28; Ti. 2:13; 2 Pedro 1:1 (veja a Interlinear da Torre de Vigia: KIT). Levando em conta este fato, devemos perguntar para as Testemunhas de Jeová: “Jesus é um Deus verdadeiro ou um deus falso”? Qualquer resposta será desastrosa para seus ensinos.

3, um ponto que é perdido freqüentemente pelos Testemunha de Jeová é que Tomé enviou o Jesus como, ” o Deus ” (theos de ho). a Maioria do misguidedly de Testemunha de Jeová diz que só Jeová é chamado ” o Deus “. Mas como visto acima, junto com Jo. 20:28, theos ” de ” ho também é aplicado ao Jesus a Mateus 1:23; Ti. 2:13; 2 Pedro 1:1; 2 Tessalonicenses 1:12 e Hb.. 1:8 vêem os Testemunha de Jeová possuir texto grego: Tradução Interlinear do Reino onde eles traduziram estas passagens corretamente.

4, em Fp. 2:6 (NASB) a palavra traduziu ” existido ” (huparchon) é um particípio tenso presente que leva o significado de existência continuada. Jesus sempre estava existindo na ” forma ” (morphe) de Deus ou como o NIV traduz: ” Quem, sendo em muito natureza Deus “. é dito que Jesus Cristo é o CRIADOR de TODAS as COISAS e não só uma parte de criação como os Testemunha de Jeová afirma confiantemente (cf. Jo. 1:3; Col. 1:15-17; Hb.. 1:2, 10).

5, porém os Testemunha de Jeová acreditam que o Pai, Filho e Espírito Santo são distintos que eles rejeitam entretanto, que eles são da mesma substância: DEUS (veja Hb.. 1:3, onde é dito que o Jesus é a ” representação ” exata da substância de Deus ou natureza: hypostaseos de tes de charakter).

Abraços amados(as)

Blog Teologia Pastoral SJRP

trindade-santa

Anúncios

Mudança de vida é um desafio que se coloca a nós por Deus, que nos quer trilhando os Seus caminhos

Como-mudar-de-vidaHoje, o Senhor nos convida a mudar de vida, a fazer a um exame de consciência e olhar para a nosso interior e observar o que precisa de conversão: “Hipócrita, tira primeiro a trave do teu próprio olho, e então enxergarás bem para tirar o cisco do olho do teu irmão” (Mt 7, 5). O que hoje é uma trave que nos impede de enxergar com um olhar de misericórdia os pecados de meus irmãos? O que é uma trave que impede de nos aproximar de Deus? Qual a mudança de vida que precisamos lutar para que aconteça? Pois, a falta de conversão nos impede de alçar grandes voos rumo à santidade de vida, à comunhão com Deus e com os irmãos.

O Senhor nos convida a olhar para o nosso interior, para o mais profundo da nossa mente e do nosso coração e, com muita coragem, assumir as nossas fraquezas, as nossas debilidades. Porém, não com um olhar de julgamento, pois o Senhor não veio ao mundo para julgar, mas para salvar (cf Jo 3, 17). Somos chamados a olhar para os nossos pecados com misericórdia, pois é assim que Deus os vê, e clamar o perdão de nossos pecados. Além disso, peçamos também a força do Espírito Santo para superar essas fraquezas.

Não tenhamos medo de olhar para nós mesmos e de nos voltar para Deus. Pois, Ele quer nos curar de nossos males, perdoar nossos pecados e nos dar a vida em plenitude. Apresentemos as nossas faltas a Deus pelas mãos da Virgem Maria, e peçamos a ela que interceda por nós. Pois, Nossa Senhora quer, conforme a vontade de Deus, que rompamos com tudo aquilo que nos afasta de Deus e de nossos irmãos. Por isso, fará tudo para que alcancemos o perdão dos nossos pecados e a fortaleza para perseverar na busca pela santidade.

Nos coloquemos aos cuidados da Virgem Maria, para que ela nos ajude em nosso processo de conversão e de aproximação com Deus. Ela é uma Mãe cuidadosa, atenta a todas as nossas necessidades. Nos consagremos inteiramente a Maria, para que sejamos fortalecidos na luta contra o mal e o pecado em nossas vidas. Pois, Nossa Senhora é um caminho rápido e seguro de santificação, experimentado por muitos santos e santas.

Assim, a Virgem Maria nos ajuda a perceber nossas misérias, nossas fraquezas e nos conduz rapidamente à santificação. Pois, ela é mãe e sabe qual é o melhor remédio para cada enfermidade, qual é a melhor solução para os nossos problemas. Entreguemos tudo que nos impede de ser mais de Deus para a Virgem Maria e ela nos ajudará a vencer esses pecados e nos voltar para o caminho de Deus.

Natalino Ueda – Católico – Missionário

Paz amados(as)

 

Deus criou o Big Bang

Deus e o Big bangDeus criou o Big Bang (Como visto na Aula do Prof. Diego 16/04/2013 -Aula de Teologia Pastoral – Seminario Sagrado Coração de Jesus)

Segundo a teoria do Big Bang que é a mais aceita pela maioria dos cientistas a noção de espaço e tempo começa neste exato momento da história do universo, não podendo haver um antes – cientificamente falando como podemos provar que todo o universo se encontrava con…densado do tamanho da cabeça de 1 alfinete – quem teria colocado …essa matéria aí? de onde teria vindo? – portanto será que podemos dizer que Deus criou o universo através do Big Bang – será que ciência e religião finalmente tem 1 ponto em comum?
É possivel que essa sua descriçâo faça sentido e seja o reencontro de referência na ciência com a religião – a ciência se baseia essencialmente em provas e hipoteses e fatos concretos – por isso é possivel que Big-Bang se realmente existiu, esteja relacionado e tenha sido desencadeado por algo sobrenatural a quem possamos atribuir o nome de Deus – quem pode provar isso? É uma hipotese!

Segundo o físico Stephen Hawking:

“Stephen Hawking descarta Deus na equação do universo.
Dias antes da publicação do novo livro de Stephen Hawking, o jornal The Times avança um excerto da obra onde o físico inglês defende que a lei da gravidade é suficiente, por si só, para a criação deste e de outros universos e que, por isso, não é necessário “invocar Deus”.
“Devido à existência de uma lei como a da gravidade, o universo pode criar-se a partir do nada. A criação espontânea é a razão pela qual há algo em vez de nada, porque o universo existe, porque nós existimos”, lê-se no excerto do livro assinado por Hawking e pelo físico norte-americano Leonard Mlodinow. “Não é necessário invocar Deus para premir o gatilho e pôr o universo em marcha”, argumenta o físico.”
Leiam todo o artigo, no Público.

“O manuscrito tem como título “The Grand Design” e vai ser editado a 9 de Setembro. O livro pretende explicar mistérios como o Big Bang ou a existência de outros universos.
Há poucas semanas, Hawking foi notícia por defender que a humanidade deveria procurar nos próximos 200 anos outro planeta para viver, devido à forma como os recursos terrestres estão a ser utilizados.”

O Público também diz que no livro de 1988, “Uma breve história do tempo”, Hawking tinha uma posição diferente: “Se descobríssemos uma teoria completa [do universo], seria o derradeiro triunfo da razão – porque assim conheceríamos a mente de Deus”.
Mas na verdade não é assim, porque Hawking, tal como Einstein, define “Deus” como leis matemáticas naturais. Logo, Hawking não defendia um homem de barba branca a olhar pelos Humanos. Assim, ao contrário do que afirma o Público, estas declarações vão no seguimento do que Hawking pensava.

O Público também diz:
“Em 1992, a descoberta de um planeta que gira à volta de outra estrela que não o Sol chamou a atenção de Hawking. “Isso torna a coincidência das condições do nosso planeta – um único Sol, a sorte da combinação da massa solar e da distância da Terra ao Sol – muito menos extraordinária e muito menos convincente como prova de que a Terra foi cuidadosamente desenhada para fazer as vontades aos seres humanos”, disse o físico, citado pelo The Guardian.”
Ora, isto vem, novamente, no seguimento do que Hawking pensa: o Princípio da Mediocridade é a regra no Universo.

Depois de Stephen Hawking ter dito que não precisava de Deus para explicar a criação do Universo, agora chegou a vez do Papa vir dizer que Deus é o responsável pelo Big Bang.

Stephen Hawking diz isto: “Deus pode existir, mas a ciência não precisa dessa hipótese para explicar o Universo”. Ou seja, a ciência não pode nem deve recorrer a seres divinos como explicações científicas.
Acho que isto é uma verdade perfeitamente evidente.
Ciência não é religião.

A pergunta “Acredita em extraterrestes?” não faz sentido.
Porque não define extraterrestres: cinzentos? marcianos verdes? bactérias?
Porque não tem a ver com acreditar. Eles existem ou não e é a ciência que nos dará as respostas.

O mesmo é para a pergunta que o Larry King se fartou de fazer.
Perguntar “Acredita em Deus”?” também não faz sentido.
De que Deus está a falar? De um ser-espião que não tem mais nada que fazer, senão passar o tempo de forma “creepy”, a espiar o que ando a fazer, quando me visto, quando me dispo, quando digo alguma asneira, etc? É de um ser desses que espera que eu acredite? Um ser que me anda a espiar nas sombras, sorrateiramente, de forma invisível? E que me espia a mim, e a todos os outros humanos, incluindo as crianças (andar a ver quando se vestem, despem, e dizem asneiras)? É que se alguém acredita que há um ser que faz isso, então deve imediatamente chamar as autoridades, porque é totalmente ilegal e bastante ofensivo andar alguém a fazer isso.

“God didn’t created man, man created God”, ou seja, esse Deus-espião não criou os humanos, mas foram os humanos que criaram esse Deus-espião. Assim, havia mais controlo sobre a população, que vive com medo do que lhe vai acontecer a seguir. O medo é a melhor forma de controlo.
E a ideia que só se tem moral, ou justiça, se se acreditar em Deus é mentira, como se pode ver em experiências com animais. Eu prefiro ser uma boa pessoa porque quero, em vez de ser boa pessoa só porque tenho medo do que me vai acontecer a seguir. Deve-se fazer as coisas certas porque elas são certas, e não porque se tem medo das consequências das coisas erradas. Da mesma forma que há boas pessoas em todas as religiões, e boas pessoas que são crentes em Deus e boas pessoas que não são crentes em Deus. Ou seja, para se ser boa pessoa, é indiferente aquilo em que ela acredita, mas o que conta são as suas acções.
Curiosamente, gostei desta publicidade em Chicago. Aliás, o entrevistado diz que no passado tínhamos milhares de deuses, agora só temos um, ou seja, estamos a melhorar. O que vai de encontro a uma frase do Richard Dawkins no livro “The Root of All Evil”: “We are all atheists about most of the gods that societies have ever believed in. Some of us just go one god further” (Todos somos ateístas sobre a maioria dos deuses que as sociedades humanas acreditam. Alguns de nós, simplesmente acreditam em menos um. — ou seja, todos os portugueses e brasileiros que nos lêem são ateístas em relação à maior parte dos deuses que já popularam a mente humana). E esta frase do Dawkins vai de encontro à do Stephen Roberts: “I contend that we are both atheists. I just believe in one fewer god than you do. When you understand why you dismiss all the other possible gods, you will understand why I dismiss yours”. Ou seja, somos ambos ateístas; quando perceberes porque não acreditas em todos os deuses dos Egípcios ou Gregos, por exemplo, então vais perceber porque não acredito no teu deus.

A procura de conhecimento, seja de forma científica ou espiritual, não deveria ser o objectivo de todos?
E conhecimento que seja “palpável”, e não do género das tretas da pseudociência, como por exemplo falarem de “pulseiras quânticas” para se viver melhor.

Ou seja, não tem nada a ver com “acreditar” nisto ou naquilo. Ou existe, ou não existe. Da mesma forma que o Pai Natal ou existe ou não existe. Eu posso acreditar que consigo voar, mas o certo é que se me atirar do topo de um edificio de 50 andares, vou parar cá em baixo, porque independentemente de acreditar ou não, o certo é que a gravidade funciona.

Assim, é indiferente o que se acredita.
A gravidade funciona, e é explicada pela ciência.
A chuva funciona, e é explicada pela ciência.
A TV funciona, e é explicada pela ciência.
Os computadores funcionam, e são explicados pela ciência.
A internet funciona, e é explicada pela ciência.
Não é preciso Deus para explicar a Internet, Deus, a chuva, os computadores, ou a TV. Basta o conhecimento humano. É esta mensagem que Hawking quer fazer passar.
Quando se tem “fé”, quando se “acredita” em nós próprios, nos humanos, no conhecimento, e na ciência, o mundo avança, o mundo progride, o mundo torna-se melhor (o contrário, deu-nos a “Idade das Trevas”).

Podem dizer: mas a ciência não explica o início do Universo, e é por isso que aí entre a hipótese Deus.
Ou não.
Da mesma forma que há uns milhares de anos, pensava-se que Deus fazia a chuva, e agora essa hipótese já não é precisa.
Ou da mesma forma como há 100 anos atrás, alguém, ignorante da ciência actual, diria que a TV ou os computadores são obra de Deus, mas agora sabe-se que são obra dos humanos, porque o conhecimento humano progrediu.
Ou seja, com o tempo, os Humanos e a Ciência, vão tendo mais conhecimento e deixado de precisar dessa hipótese Deus (conhecimento VS. ignorância).

O Hawking tem a opinião que com a Teoria M, já se pode compreender o início do Universo sem precisar da hipótese Deus.
(eu não concordo com o Hawking, que a M já nos diz tudo, mas é a opinião dele)

De qualquer modo, Hawking só disse que não precisava dessa hipótese. Só isso.
Tal como para explicar a gravidade ou a chuva, basta a ciência e matemática. Não é preciso Deus para explicar esses fenómenos – a hipótese Deus era usada nesses fenómenos no passado, mas entretanto crescemos, evoluímos, fomos tendo mais conhecimento, e essa hipótese deixou de ser necessária.
É só isso que Hawking diz: que não precisa dessa hipótese para explicar determinado fenómeno (neste caso, o início do Universo).

Mas parece-me que os religiosos têm tão pouca fé nas suas crenças, que “cai-lhes o mundo” se alguém diz que “não precisa da hipótese Deus”.
Querem à viva força incluir essa hipótese, em ideias que não são deles.

Notem que o Hawking não diz que devem acreditar nele. Cada qual é livre de acreditar no que quiser. O co-autor diz precisamente isso: cada qual deve acreditar no que quiser.
Mas não percebo estes religiosos que querem à viva-força que Hawking e os outros, sigam as ideias deles.

Sinceramente, isto faz-me pensar nas atribulações de Galileu.
Só por Galileu afirmar que a Terra não estava no centro do Universo, os religiosos Cristãos “saltaram-lhe logo em cima”, porque ele tinha à-viva força de acreditar naquilo que eles queriam.
Independentemente da realidade, toda a gente tinha que seguir as crenças deles. Mesmo que a realidade provasse o contrário.
Parece-me a mesma história de nos quererem vender a crença no “Pai Natal”, ou nas “pulseiras quânticas“. É indiferente o que pessoas acreditam sobre as pulseiras, porque a realidade é só uma: elas não fazem nada; é um simples esquema para roubar dinheiro às pessoas.

Eu não sei o que pensam as outras pessoas, mas eu detesto que me impinjam crenças, e que queiram à-viva força que eu acredite em X, que pense Y, ou que faça Z.

Trocar o conhecimento pelas crenças, trocar o pensamento crítico por quererem que se acredite nisto ou naquilo, parece-me demasiado perigoso.
Como disse o Hawking: um dos perigos para a Humanidade é a nossa ignorância e estupidez.

Pessoalmente, penso que nem um nem outro podem fazer afirmações sobre o que se passou no Big Bang.
É estarem a inventar…

De qualquer modo, percebo o Hawking. Hawking não negou Deus. Simplesmente limitou-se a afirmar o óbvio tendo em conta a evolução da Humanidade. Dantes pensava-se que o Sol era um Deus, que a chuva era feita por deuses, que a trovoada era feita por deuses, etc. À medida que a ciência e o conhecimento progridem, então vai-se percebendo melhor esses “mistérios” e Deus deixa de ser necessário para explicar esses fenómenos.
Por outro lado, Hawking fez essas “declarações bombásticas” somente por motivos de marketing. Assim, teve direito a notícias na TV, a programas na TV, a discussão sobre o livro dele, etc. Foi publicidade grátis.

Segundo o Papa Bento XVI(na época, hoje é Papa Emérito)

Deus é responsável pelo Big Bang, diz papa Bento 16

A mente de Deus esteve por trás de teorias científicas complexas como a do Big Bang, e os cristãos devem rejeitar a ideia de que o Universo tenha surgido por acaso, disse o papa Bento 16 nesta quinta-feira.

Vote na enquete sobre as declarações do papa

“O Universo não é fruto do acaso, como alguns querem que acreditemos”, disse Bento 16 no dia em que os cristãos celebram a Epifania –a Bíblia diz que os Reis Magos, seguindo uma estrela, chegaram ao lugar onde Jesus nasceu.

“Não é preciso um Deus para criar o Universo”, diz Stephen Hawking

“Contemplando (o Universo), somos convidados a enxergar algo profundo nele: a sabedoria do Criador, a criatividade inesgotável de Deus”, disse o papa em sermão para 10 mil fiéis na Basílica de São Pedro.

Nas ocasiões anteriores em que o papa falou sobre a evolução, ele raramente voltou atrás no tempo para discutir conceitos específicos como o do Big Bang, que cientistas acreditam tenha levado à formação do Universo, cerca de 13,7 bilhões de anos atrás.

Pesquisadores da Cern (sigla francesa de Organização Européia de Pesquisa Nuclear, em Genebra) vêm esmagando prótons em velocidade quase igual à da luz para simular as condições que, acreditam, teriam dado origem ao Universo primordial, do qual terminaram por emergir as estrelas, os planetas e a vida na Terra –e possivelmente em outros lugares também.

Alguns ateus afirmam que a ciência pode provar que Deus não existe, mas o papa disse que algumas teorias científicas são “mentalmente limitadoras” porque “chegam apenas até certo ponto (…) e não conseguem explicar a realidade última (…)”.

PERGUNTAS SEM RESPOSTAS

O papa declarou que as teorias científicas sobre a origem e o desenvolvimento do Universo e dos humanos, embora não entrem em conflito com a fé, deixam muitas perguntas sem resposta.

“Na beleza do mundo, em seu mistério, sua grandeza e sua racionalidade (…), só podemos nos deixar ser guiados em direção a Deus, criador do Céu e da Terra”, disse ele.

Bento 16 e seu predecessor, João Paulo 2º, procuram despir a Igreja da imagem de ser contrária à ciência –rótulo que ela ganhou quando condenou Galileu por ensinar que a Terra gira em volta do Sol, contestando as palavras da Bíblia.

Galileu foi reabilitado, e hoje a Igreja também aceita a evolução como teoria científica e não vê razão pela qual Deus não possa ter empregado um processo evolutivo natural para formar a espécie humana.

A Igreja Católica deixou de ensinar o criacionismo –a ideia de que Deus teria criado o mundo em seis dias, conforme descrito na Bíblia– e diz que o relato bíblico do livro do Gênesis é uma alegoria para explicar como Deus criou o mundo.

Mas a Igreja é contra o uso da evolução para respaldar uma filosofia ateia que nega a existência de Deus ou qualquer participação divina na criação. Ela também é contra o uso do livro do Gênesis como texto científico.

Também percebo a posição do Papa. Compreendo perfeitamente porque ele o disse, e que essa é a sua fé.
No entanto, ele poderia simplesmente ter dito isso (Deus criou o Big Bang), porque é a sua fé. Quando “justificou” essa fé, com o que ele assume serem características da ciência, então errou.
As suas declarações denotam que não percebe como o mundo funciona, porque não entende a natureza da ciência.
Por exemplo, ele diz: “algumas teorias científicas são mentalmente limitadoras porque chegam apenas até certo ponto (…) e não conseguem explicar a realidade última (…)”. Mas por isso, é que se chama ciência. Este é o processo científico – melhorar sempre. Não é um processo limitador; pelo contrário, é um processo que permite a evolução do conhecimento.
O Papa também criticou a ciência dizendo que “as teorias científicas sobre a origem e o desenvolvimento do universo e dos seres humanos (…) deixam questões sem resposta”. Mas a ciência não é fundamentalista como a religião. A ciência e o conhecimento evoluem. As respostas, levam a mais perguntas, e continua-se a descobrir mais e mais.
Enquanto a religião e a pseudociência inventam nomes para a ignorância que demonstram, a ciência tenta compreender e explicar os fenómenos. Esta não é uma limitação da natureza da ciência; pelo contrário, é uma característica vital para se evoluir no conhecimento; por exemplo, para sabermos como funciona a gravidade, e para podermos ter computadores.

Além disso, quem afirma o extraordinário é que tem que mostrar evidências extraordinárias.
Assim, chame-se Deus, Teoria das Cordas, Monstro de Esparguete Voador, Braco cura pelo olhar, pulseiras quânticas, ou o Pai Natal, quem afirma que isso existe no tempo em causa, é que tem que o provar.
Sendo assim, neste caso, o ónus da prova está do lado do Papa. Senão, limita-se a “inventar”…

Por último, penso ser um completo paradoxo afirmar que Deus criou o Universo, e o mesmo Deus andar preocupado com o que se passa num minúsculo (“invisível”) pedaço de pó existente num Universo gigantesco

Abraços fraternos aos amigos Teólogos(as)

Claudinei

Aluno do 2º Ano de Teologia Pastoral