Confiar ao Espírito Santo para que nos mostre “os caminhos por onde deveremos andar”.

Em outubro vamos comemorar os 50 anos de abertura dos trabalhos do Concílio Ecumênico Vaticano II. Convocado pelo papa João XXIII com o objetivo de abrir as portas da Igreja para o mundo, o Vaticano II representou uma radical mudança para a Igreja Católica. Esta mudança só foi possível porque os bispos conciliares deram voz ao Espírito Santo, deixando que Ele os guiasse pelos caminhos do necessário “aggiornamento”. Por isso cada um dos 16 documentos do Concílio termina com a afirmação: “nós, no Espírito Santo, o aprovamos, decretamos e estatuímos”. Para resgatar as inspirações do Vaticano II, Bento XVI proclamou o Ano da Fé que começa em outubro e tem várias programações previstas para 2013.
 
Cientes de que vivemos num mundo onde as mudanças se dão de forma muito rápida, precisamos, a exemplo dos padres conciliares, nos confiar ao Espírito Santo para que nos mostre “os caminhos por onde deveremos andar”. E é aí que ganha importância a festa do Pentecostes que comemoramos neste final de semana.
 
No Pentecostes fazemos memória da vinda do Espírito Santo sobre os apóstolos reunidos no cenáculo e celebramos a sua presença contínua na caminhada da Igreja. É o Espírito Santo que propicia o entendimento entre as pessoas e fortalece os laços da unidade. Através do seu sopro vivificador renova as pessoas e as desperta ao amor e à caridade. Foi o Espírito Santo que deu coragem aos apóstolos para que pudessem realizar sua missão no começo do cristianismo e sustentou a Igreja ao longo dos séculos. É Ele que ilumina as lideranças para que sigam na missão de “anunciar o evangelho a toda criatura”.
 
O Espírito Santo está presente em toda atividade da Igreja, auxiliando-a a adaptar a mensagem cristã às “línguas e linguagens” de nossos dias, para que todos possam ouvir falar do Evangelho na própria língua, na própria experiência cultural. Sua ação consiste em ajudar a Igreja a anunciar sem medo a Verdade através do Evangelho. Por isso, todo aquele que acolhe o Espírito de Deus em sua vida possui a força e a coragem de testemunhar Jesus Cristo como a Verdade, o Amor e a Vida. Quem tem o Espírito de Deus em si não se intimida e nem se envergonha de testemunhar a fé em Deus e se apresentar como discípulo e discípula de Jesus Cristo.
 
Que o Espírito Santo renove, anime e fortaleça nossas famílias, comunidades, paróquias e Diocese. Que Ele nos provoque com seu sopro para que, a exemplo do que aconteceu no Concílio Ecumênico Vaticano II, consigamos superar as barreiras das divisões e nos unir na construção de uma sociedade de justiça, amor e paz. Para isso, pedimos: “Vinde Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do Vosso Amor”!
 
“O Espírito Santo vos inspirará naquela hora o que deveis dizer”(Lc 12,12)!
 
Somente Deus “sonda o abismo do coração humano, e penetra os seus pensamentos mais sutis” (Sr 42,18). Ele sabe o que chegará ao nosso coração e  o que não chegará. Já, conosco, obviamente, isso não acontece, pois não conseguimos “ver” o interior das pessoas. Nós, cristãos, fomos feitos “pescadores de homens” (Mt 4,19), e, como todos os pescadores, geralmente só vemos a superfície da água, mas não o peixe, na profundidade. Dessa mesma forma, nós só conseguimos ver o exterior das pessoas. O interior delas somente o Senhor pode ver (1Sm 16,7). Nós, cristãos, se quisermos conhecer o interior das pessoas, precisamos de uma ajuda especial.
Quando Jesus nos chamou para sermos pescadores de homens, Ele nos enviou o Espírito Santo para nos ensinar como fazê-lo. O Espírito Santo, portanto, é a ajuda especial de que precisamos. Ele nos ensina, a cada momento, o que devemos dizer (Lc 12,12), para que as pessoas sejam tocadas. Se tentarmos utilizar nossas próprias palavras, mesmo que sejam eloquentes, de pouca valia elas serão. Somente as palavras que o Espírito Santo nos inspira a dizer conseguem atingir os corações das pessoas, e as fazem abrirem-se a Ele.
Jesus, ao operar através do Espírito Santo, nos dá uma palavra cheia de sabedoria, à qual não podem resistir nem contradizer os nossos adversários (Lc 21,15). Por isso, sempre e a todo momento, pecamos pelo Espírito Santo. Ele é o Comunicador Maior que pode nos ensinar tudo o que devemos falar. É uma graça que devemos valorizar muito. E, “se vivemos pelo Espírito, andemos também de acordo com o Espírito” (Gl 5,25). Ó, vinde Divino Espírito Santo!
 
Oração: Divino Espírito Santo, colocai em minha mente tudo o queVós desejais que eu fale, e retirai de minha mente tudo o que eu não devo falar. Ensinai-me “o que devo dizer e o que devo ensinar” (Jo 12,49).
 
Os Sete Dons do Espírito Santo
 
Quero colocar uma instrução sobre os dons do Espírito Santo, primeiramente para que estes dons? Os dons do paráclito, são uma forma de compenetrarmos nos mistérios de Deus, e assim conhecê-lo cada vez mais por meio destes dons, e não somente isso, como também utilizando-os para o bem comum, do irmão necessitado! Os dons são para todos, não existe distinção. Todos nós, filhos de Deus, somos escolhidos para sermos dotados com os dons celestiais. E o Espírito Santo revela todas as verdades sobre os mistérios de Deus! Conheça, e aprenda.

 
Deus abençoe
 
SABEDORIA: Pelo dom da sabedoria buscamos não a sabedoria do mundo, mas aquela Verdade que se identifica com o Sumo Bem e que nos torna felizes, porque nos enche de alegria o coração, como disse Jesus: Quando fordes presos, não vos preocupeis nem com a maneira com que haveis de falar, nem pelo que haveis de dizer. Porque não sereis vós quem falareis, mas é o Espírito do vosso Pai que falará em vós (Mt 10,19-20).
 
ENTENDIMENTO: É o dom divino pelo qual aceitamos as verdades reveladas por Deus. Mesmo não compreendendo todo o Mistério, entendemos que ali está a certeza de nossa salvação porque é verdade que procede de Deus infalível. Disse Deus pelo profeta: Eu vos darei um coração capaz de conhecer-me, e de saber que sou Eu o Senhor. Eles serão o meu povo, e eu serei o seu Deus, porque de todo o coração se voltarão para mim (Jr 24,7).
 
CONSELHO: É a luz que o Espírito nos dá para distinguir-mos o certo do errado, o verdadeiro do falso, e assim orientarmos acertadamente a nossa vida e a de quem nos pede conselho. Sobre Jesus repousou o Espírito Santo, e lhe deu em plenitude esse dom, como havia profetizado Isaías: Ele não julgará pelas aparências, e não decidirá pelo que ouvir dizer, mas julgará os fracos com eqüidade e fará justiça aos pobres da terra . . . (Is 11,3-4).
 
FORTALEZA: É o dom da coragem para se viver fielmente a fé no dia-a-dia, e até diante do martírio se for preciso. Assim disse o Espírito à Igreja de Esmirna: Nada temas ante o que hás de sofrer. Por estes dias o demônio vai lançar alguns de vós na prisão, para pôr-vos à prova. Tereis tribulações durante algum tempo. Sê fiel até à morte, e te darei a coroa da vida (Ap 2,10).
 
CIÊNCIA: Não é a ciência do mundo, mas a ciência de Deus. A Verdade que é Vida. Por esse dom o Espírito Santo nos indica o caminho a seguir na realização de nossa vocação, pois o Espírito penetra tudo, mesmo as profundezas de Deus . . . As coisas de Deus ninguém as conhece a não ser o Espírito de Deus (1 Cor 2,10-11).
 
PIEDADE: É o dom pelo qual o Espírito Santo nos dá o gosto de amar e servir a Deus com alegria. Por ser o Amor do Pai e do Filho, o Espírito Santo nos dá o sabor das coisas de Deus. São Paulo escreveu: A respeito dos dons espirituais, irmãos, não quero que vocês permaneçam na ignorância. Vocês bem sabem que, quando vocês eram pagãos, eram facilmente atraídos para os ídolos mudos. Por isso eu lhes declaro: todo aquele que é agora conduzido pelo Espírito de Deus não pode blasfemar contra Jesus. Bem como ninguém poderá dizer convictamente Jesus é o Senhor, a não ser movido pelo Espírito Santo (1 Cor 12,1-3).
 
TEMOR DE DEUS: Este dom do Espírito Santo não significa medo de Deus, mas um amor tão grande que queima o coração de respeito por Deus. Não é um pavor pela justiça divina, mas o receio de ofender ou de desagradar a Deus. Por isso Jesus teve sempre o cuidado de fazer em tudo a vontade de seu Pai, como Isaías havia profetizado: Sobre Ele repousará o Espírito do Senhor, Espírito de sabedoria e de entendimento. Espírito de prudência e de coragem, Espírito de ciência e de temor do Senhor (Is 11,2).
 
Dom Canísio Klaus
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Filosofia e Teologia, fé e razão: metodologia e objeto

Sabemos que Teologia e Filosofia são ciências distintas, quer pelo método quer pelo objeto. Enquanto a Filosofia procede por raciocínios lógicos, a partir dos primeiros princípios da razão pura e tem como objeto primeiro o mundo e o homem, tais como se apresentam ao estudioso pela experiência, a Teologia, por sua vez, procede a partir do ato de fé na revelação divina, procurando um certo entendimento dessa fé, e o seu objeto primeiro é o próprio Deus tal como se dá a conhecer em sua autorrevelação. Assim, a Teologia pode ser dita ciência da fé, enquanto a Filosofia é a ciência da razão.
Tal distinção, contudo, não leva necessariamente a uma separação entre as duas ciências. Aliás, ao longo da história da Igreja, pode- se verificar que Teologia e Filosofia muitas vezes se mostraram em íntima relação.
Sejam citados aqui o período patrístico e escolástico, que testemunham a relação harmoniosa entre teologia e filosofia, estabelecida na obra fecunda de um Santo Agostinho (+ 430) ou de um Santo Tomás de Aquino (+ 1274). Não podemos dizer, entretanto, que faltem autores na modernidade ou na contemporaneidade que procuraram correlacionar as duas ciências; sejam lembrados João de Santo Tomás, o Cardeal Cajetano, Leibniz, Jacques Maritain, Étienne Gilson, Josef Pieper etc.

Uma pergunta surge: Por que Teologia e Filosofia, sendo distintas, podem se relacionar? Na verdade, teologia e filosofia podem realizar um frutífero conúbio na medida em que seu objeto coincide, ainda que parcialmente 1. Sim; a Teologia, como já se disse, tem por objeto primeiro Deus, tal como ele mesmo se deu a conhecer pela revelação judaicocristã; o homem e o mundo caem também sob a consideração da teologia na medida em que se relacionam com Deus ou são vistos sob a luz de Deus revelador. A Filosofia, por sua vez, como já notamos, tem como objeto primeiro de sua consideração o mundo e o homem percebidos pela experiência, mas pode chegar ao Absoluto – Deus – como fundamento radical do mundo e do homem.
Desse modo, é fácil ver que tanto a Teologia como a Filosofia tratam de Deus, do mundo e do homem. A primeira, por um movimento de descida (katabasis), vai de Deus até o homem e o mundo considerados sob a luz da fé na autorrevelação de Deus; a segunda, por um movimento de subida (anabasis), vai do mundo e do homem até Deus, considerado sob a luz da razão interrogante. E é exatamente essa comunidade de objeto que torna possível a relação entre ambas.
Uma das sistematizações mais consistentes da relação entre fé e razão encontra-se na grandiosa obra de Santo Tomás de Aquino. O Aquinate viu bem que, sendo Deus, ao mesmo tempo, o criador da ordem racional e o autor da fé, não poderia haver contradição de iure entre ambas, preservadas as devidas distinções. Motivado, assim, por essa certeza, foi capaz de construir uma reflexão filosófico-teológica de invejável vigor especulativo. A grande originalidade de Tomásestá no fato de ter elaborado uma metafísica do esse (do ser como ato de existir), superando, desse modo, a metafísica das essências que herdara dos gregos 2.

Fé e razão: impasse no diálogo
Deve-se dizer que a problemática que envolve as relações entre Teologia e Filosofia ou fé e razão é de atualidade permanente em nossa cultura ocidental, pois, como sabemos, dois fatores foram constitutivos de nossa civilização: o ideal da razão manifestado na cultura grega e a vida a partir da fé apresentada pelo judeu-cristianismo. Em seu artigo “Metafísica e fé cristã: uma leitura da Fides et Ratio 3“, o filósofo jesuíta Henrique Cláudio de Lima Vaz sustenta que os eventos helênico e bíblico, abrindo para a consciência a Transcendência real, constituíram o “tempoeixo” de nossa civilização ocidental. Foi exatamente do encontro desses dois fatores que resultou nossa cultura. Não há, pois, como simplesmente ignorar a problemática concernente à relação entre fé e razão.
Pois bem. Surge agora uma outra pergunta: Por que hoje a relação entre fé e razão, Teologia e Filosofia, encontra-se, na melhor das hipóteses, num impasse? O establishment filosófico atual pretende desenvolver sua(s) racionalidade(s) sem “contaminação” por parte da fé. Do lado da Teologia, também há reticências ao emprego da razão filosófica em seu discurso. Sabemos que a desconstrução das boas relações entre fé e razão, na verdade, teve início já no séc. XIII, com a reivindicação por parte de mestres da Faculdade de Artes da Universidade de Paris de uma Filosofia totalmente separada da Teologia 4, o que se acentuou nos fins da Idade Média, sobretudo com Guilherme de Ockham (séc. XIV), e progrediu ao longo de toda a modernidade. O Iluminismo (séc. XVIII), considerado a “Idade da Razão”, pode ser tido como o paradigma da total separação entre as duas formas de saber, em detrimento da fé. Mas o que, no fundo, provocou tal ruptura? O que mudou? Mudou a Teologia ou mudou a Filosofia? Por que a síntese harmoniosa entre fé e razão, buscada e defendida por espíritos vigorosos e lúcidos, deixou de ser desejada?

Para ensaiar uma resposta a esses questionamentos, permito-me reportar, mais uma vez, às reflexões de Lima Vaz. Para o filósofo jesuíta, tanto a tradição helênica quanto a bíblica perfizeram a experiência da Transcendência real. A primeira caracterizou-se pelo modelo ideonômico 5, que afirma a Transcendência real do inteligível sobre o sensível. Na segunda, a Transcendência assume a forma de Palavra de Salvação que se dirige ao homem. No primeiro caso, há, como já notamos acima, uma subida da razão finita em direção ao Transcendente; no segundo, uma descida do Transcendente, que deve ser acolhido como graça em atitude de fé. Em ambos os casos a fonte da Transcendência permanece em infinita distância e não pode ser simplesmente “apreendida” pela razão finita. Segundo Lima Vaz, é exatamente essa comum estrutura teocêntrica da razão e da fé que possibilita uma “meta-analogia” ou um logos comum que garante o diálogo entre o logos da fé e o logos da razão.

A modernidade efetivou progressivamente uma passagem da estrutura teocêntrica para a estrutura antropocêntrica da razão, ao deixar de lado a transcendência do ser em favor da imanência do sujeito cognoscente. Houve a transposição da Transcendência real para a transcendência lógica, e o sujeito passou a ter a primazia sobre o ser. Daí ser dito que a razão moderna é essencialmente operacional, já que o operável é do domínio do lógico. Desse modo, a razão fechou-se no círculo de sua finitude, dando origem a um processo de racionalização autônomo, segundo a medida finita da mesma razão humana.
A razão antiga e medieval, tal como a podemos encontrar num Platão, num Aristóteles, num Plotino, num Agostinho, num Tomás de Aquino, possuía um caráter decididamente teológico. O adjetivo teológico aqui, evidentemente, não se refere à teologia revelada, que assume o seu discurso do ato de fé na revelação divina 6. Por razão teológica entendemos uma certa concepção de razão, segundo a qual, o filósofo, no próprio ato do exercício filosófico, num movimento de anabasis (subida), pode deparar-se com o Princípio de todas as coisas (o divino), ainda que não o possa compreender analiticamente, já que o excesso de sua luz inteligível está para o filósofo como o sol para os olhos do morcego 7. Lima Vaz chamou essa razão teológica de inteligência espiritual 8. Por ela, pode-se contemplar, com o que Platão chamou o olho da alma, o Absoluto, que está para além da multiplicidade das coisas e dos conceitos, e que lhes dá verdadeiro fundamento. Não se trata de “dominar” intelectualmente o Absoluto, mas de contemplá-lo, embora por um conhecimento analógico, como terminus ad quem do processo do filosofar. Uma razão assim teológica trabalha com uma concepção analógica do ser, não unívoca. Ela reconhece a transcendência do Ser (o Absoluto) no qual o Inteligente em ato e o Inteligível em ato se identificam 9, dando fundamento, assim, à inteligibilidade objetiva e radical de todas as coisas 10. Ela não procura resolver a inteligibilidade radical em suas categorias finitas e limitadas ou dissecar o ser na imanência do sujeito.

“Nossa cultura atual, ao optar por uma razão que não ousa mais encarar o ser,
coloca em xeque suas raízes mais profundas.”
 

Após a síntese de Tomás de Aquino, foi se dando uma passagem progressiva do ser à representação, do pólo objetivo do ser à imanência do sujeito cognoscente. Se o ser, em sua transcendência real, ocupava o centro dos mais altos esforços de especulação, que vão de Platão a Tomás de Aquino, o nominalismo dos fins da Idade Média colocou no centro a representação (ser ut nomen), resolúvel na imanência do sujeito. Descartes, considerado o pai da filosofia moderna, propõe o ponto de partida de sua reflexão filosófica em bases inteiramente imanentistas, de modo que a atenção desloca- se do ser para o sujeito cognoscente, que, trabalhando com um conceito unívoco de ser, é capaz de “domesticá-lo” segundo suas próprias medidas: isso é o que se percebe no ideal, inspirado na matemática, das idéias claras e distintas. Descartes, todavia, depois de lançar os fundamentos em bases idealistas, caminha em direção ao realismo ao reconhecer Deus como o fundamento sem o qual não seria possível o conhecimento.
O caminho do ser à representação atingiu o seu clímax em Immanuel Kant (+1804). Segundo o filósofo de Königsberg, não temos acesso à coisa em si, de tal modo que todo nosso conhecimento é o resultado da aplicação das formas a priori do Eu penso ao dado sensível. O conhecimento é, assim, construção do sujeito. O dado sensível apenas oferece uma matéria que vai ser informada pelas estruturas imanentes do sujeito cognoscente, resultando disso que o que se conhece é aquilo mesmo que o sujeito põe, ficando vedado todo acesso ser como tal. Temas metafísicos como Deus e a alma já não podem ser tratados pela razão teórica, pois que a pretensão de um conhecimento metafísico representa uma transgressão ilegítima da razão para fora do domínio do dado sensível.
Hegel ainda tentou recuperar o vigor metafísico da razão ao construir seu sistema como sistema do Espírito Absoluto, embora o tenha feito no clima da subjetividade, próprio da Filosofia moderna. Depois de Hegel, entretanto, qualquer tentativa de discurso metafísico foi condenada pelo establishment filosófico ao nonsense. A metafísica foi simplesmente banida como espúria e ilegítima. E a Filosofia como que se reduziu a uma ciência entre as outras.
A razão assim entendida, a razão que se resolve apenas na imanência do sujeito sem se abrir à transcendência do ser e, consequentemente, à Transcendência real, não oferece possibilidade da circulação de um logos comum entre razão e fé. Desse modo, o diálogo entre ambas atinge, não propriamente um impasse, mas a exaustão 11.
Sim; a concepção de razão, no arco histórico que vai do ser à representação, restringiu- se de tal maneira que o racional passou a ser considerado apenas o que pode ser enquadrado nos limites da razão humana finita, o que pode ser medido pela inteligência finita, o quantificável. Com acerto, Lima Vaz fala de uma transposição da Transcendência real para a transcendência lógica. A razão esqueceu-se de sua abertura para o infinito, para o Ser em sua alteridade, e ficou presa nos limites da finitude, restando-lhe apenas lidar com os fenômenos, sem conseguir lançar o olhar para o fundamento.
Ora, só uma razão aberta para o ser pode dialogar com a fé. Uma razão fechada no círculo de sua finitude é incapaz de lançarse para o Princípio e garantir aquela “metaanalogia” entre fé e razão de que fala Lima Vaz. Em outras palavras: sem a consideração da Transcendência real, a fé e a razão não podem encontrar o elemento que garanta a base do diálogo entre ambas.

A proposta de Bento XVI
Bento XVI, em diversas ocasiões, mostrou sua preocupação pelo destino da Europa e, por conseguinte, da civilização ocidental, cujas bases constitutivas são, como dissemos, a fé cristã e o ideal grego da vida segundo a razão. Nossa cultura atual, ao optar por uma razão que não ousa mais encarar o ser, coloca em xeque suas raízes mais profundas. Nesse sentido, vivemos uma crise de identidade, isto é, um momento agudo que exige de nós uma decisão: Que civilização queremos? Mostraremos ser fiéis às nossas raízes? Ou continuaremos a buscar uma civilização que, por se submeter totalmente a uma concepção estreita de razão, talvez pudesse ser chamada de “civilização da técnica”? Sim; a razão fechada à infinita transcendência do ser acaba por reduzir-se a uma razão técnica, operacional; uma razão que não ousa considerar sua abertura ao transcendente, facilmente mostra a pretensão de tudo submeter à “domesticação” do sujeito, erigindo, assim, um mundo “feito” segundo as medidas do eu humano.
Pode-se dizer que, para sermos fiéis às nossas raízes, é preciso que nos proponhamos a alargar nossa concepção de razão, o que equivale a adotar o uso da razão que vigorou em espíritos brilhantes como Platão, Aristóteles, Plotino, Agostinho, Tomás de Aquino… Não se trata aqui de uma volta ao passado. A história segue adiante. Tratase, antes de tudo, de mostrar fidelidade às exigências mais profundas do ser humano como tal. Fechar ao homem a abertura para a infinita transcendência do ser, querendo reduzi-lo ao mundo dos fenômenos, equivale a truncar-lhe a natureza. A fidelidade às nossas raízes greco-cristãs não se reduz a mera fidelidade histórico-cultural, mas deve ser entendida como fidelidade ao homem mesmo, cuja essência, aberta à consideração das razões do ser e do viver, mostra-se capaz de elevar-se aos píncaros da vida intelectual pelo reconhecimento da Transcendência real e, ao mesmo tempo, capaz de acolher na fé a Palavra de Salvação que a generosidade divina lhe dirige.

Em sua famosa Aula Magna na Universidade de Regensburg, em setembro de 2006, intitulada Fé, razão e universidade: recordações e reflexões 12, Bento XVI tratou de temas fundamentais para a questão da relação entre fé e razão e do futuro de nossa civilização. O Papa afirmou decididamente que a fé cristã não é alheia à razão, isto é, não pode se reduzir à irracionalidade. E sustentou que as melhores conquistas da filosofia grega em sua luta contra o mito pertencem intrinsecamente à fé cristã. O encontro entre pensamento grego em sua melhor parte e a fé cristã não pode ser visto como uma simples contingência histórica, uma vez que o Deus da Bíblia é Logos, de modo que buscar exercitar a razão e procurar viver segundo seus ditames está em profunda sintonia com a fé no Deus que é Ele mesmo Inteligência absoluta. Assim, Bento XVI sentiu-se muito à vontade para citar o imperador Miguel II Paleólogo , segundo o qual não agir com a razão é agir contra a natureza de Deus. Essa afirmação é fundamental e decisiva para as questões que estamos considerando.
Ao contrário de muitos discursos teológicos que cheiram a fideísmo e de muitas filosofias voluntaristas 13 e agnósticas, Bento XVI diz claramente que a Tradição da Igreja posiciona-se do lado da razão, isto é, de uma razão capaz de dizer algo de Deus e, assim, colocar-se em sintonia com a fé. Entre o homem, criatura racional, e Deus, que é Logos, existe uma analogia. Embora as diferenças entre os dois sejam infinitamente maiores do que as semelhanças, não há separação total. Vejamos as palavras do Papa:
“[…] a fé da Igreja sempre se ateve à convicção de que entre Deus e nós, entre o seu eterno Espírito criador e nossa razão criada, existe uma verdadeira analogia, na qual, por certo – como afirma, em 1215, o IV Concílio de Latrão – as diferenças são infinitamente maiores que as semelhanças, mas não até o ponto de abolir a analogia e sua linguagem” 14.

A fé, para ser ela mesma, segundo Bento XVI, não precisa lançar fora a razão. Muito ao contrário, pertence à natureza mesma da fé cristã o conúbio com a razão, pois que agir irracionalmente é agir contra a natureza de Deus. Nesse mesmo sentido, a encíclica ISpe Salvi afirma: “Sem dúvida, a razão é o grande dom de Deus ao homem, e a vitória da razão sobre a irracionalidade é também um objetivo da fé cristã” (n. 23).
Mas de que razão o Papa fala? Que razão pode, de fato, estabelecer relações amigáveis e harmoniosas com a fé? Certamente não é a razão que se tornou apenas um instrumental lógico destinado à manipulação dos fenômenos; não é a razão que, esquecendo-se de seu fundamento, fechou-se na imanência do sujeito em sua transcendência puramente lógica. Em outras palavras, não é o modelo restrito de razão que tem vigorado na modernidade, que faz das ciências empiriológicas a última palavra em termos de racionalidade, que poderá constituir um diálogo frutuoso com a fé. O Papa nota que esse modelo restrito, que fez sucesso pelas conquistas científico-técnicas, é uma síntese entre platonismo ou cartesianismo e empirismo, uma vez que professa a inteligibilidade da matéria (platonismo ou cartesianismo) e, ao mesmo tempo, fecha-se na “utilização funcional da natureza para nossas finalidades, onde só a possibilidade de controlar verdade ou falsidade através da experiência é que fornece a certeza definitiva 15” (empirismo).
Com essa racionalidade restrita, os horizontes da vida se tornam por demais estreitos, e o próprio homem é que se vê ameaçado em sua constituição fundamental. As grandes questões humanas – De onde vim? Para onde vou? O que devo fazer? -, decisivas para o sentido da vida, simplesmente não têm lugar no âmbito de uma racionalidade que se curva sobre a própria finitude, esquecendo-se de sua abertura para a infinitude do ser. A “ciência” fica, assim, restrita ao mundo dos fenômenos, e vê como ilegítima toda tentativa de ultrapassagem, de meta-física. Mas “se a ciência no seu conjunto é apenas isto, desse modo então o próprio homem sofre uma redução 16“. É a concepção de homem que está em jogo. Que é o homem?
O que, então, propõe Bento XVI? Não propõe com certeza uma volta ou uma rejeição da modernidade, pois que “tudo o que é válido no desenvolvimento moderno do espírito há de ser reconhecido sem reservas: todos nos sentimos agradecidos pelas grandiosas possibilidades que isso abriu ao homem e pelos progressos que foram proporcionados no campo humano 17“.

Na verdade, Bento XVI tem em vista não uma retirada, não uma crítica negativa. Sua proposta é deveras positiva, e consiste num “alargamento do nosso conceito de razão e do seu uso 18“. Aqui está o ponto nevrálgico de toda a problemática. Não havíamos constatado que a concepção de razão tem sofrido, já desde os fins da Idade Média, uma redução?
O Papa, na verdade, não pede uma coisa absurda. Deseja simplesmente que a razão tenha também em consideração a busca da sabedoria. A razão, segundo o Papa, não deveria nunca deixar de exercer sua dimensão sapiencial. E que é essa dimensão sapiencial? É a capacidade da razão de ousar passar dos fenômenos ao fundamento, como, aliás, já alertara o Papa João Paulo II em sua grande Encíclica Fides et Ratio . Bento XVI propõe, assim, abertura e alargamento contra o fechamento e a estreiteza. Deseja uma ultrapassagem dessa limitação autodecretada na modernidade. Ora, essa proposta do Papa está em consonância com a vocação originária da Filosofia, que, em seus albores, entendia-se como uma verdadeira busca da sabedoria, a busca de uma visão básica do sentido das coisas, uma cosmovisão que, inclusive, portava orientações éticas.
Aliás, as ciências empiriológicas, que têm tido um grande sucesso no descobrir as leis que regem a matéria, colocam uma questão que nos convida a ir além das próprias ciências: Por que a matéria apresenta uma simetria com a inteligência humana? Qual a razão da inteligibilidade mesma da matéria?
Tal questão levará, sem dúvida, o pensador a ver que só uma Inteligência absoluta, causa transcendental tanto da inteligência humana como da matéria, pode garantir essa simetria inteligível entre o espírito humano interrogante e a matéria com suas leis.

A modo de conclusão: Que civilização queremos?
A crise por que passa hoje nossa civilização consiste exatamente em rejeitar a Transcendência e colocar o homem como fundamento de todas as coisas. A razão humana, que deveria se abrir para sua fonte transcendente, fecha-se em si mesma e constrói a partir de sua própria finitude. Sem seu fundamento, isto é, sem Deus, a razão não pode ser ela mesma; torna-se uma sua caricatura. Trata-se de uma verdadeira crise, pois que implica uma mudança radical de orientação, uma nova concepção de homem, uma nova visão da vida. E é preocupante, dado que, se não há um fundamento maior que o homem, este pode arvorar-se em supremo árbitro e pretender impor a seus semelhantes ideologias que bem refletem a sua sede de poder ou a parcialidade de sua visão. Os totalitarismos do século XX, tanto de esquerda como de direita, são uma amostra do que é capaz o homem sem Deus.
Sem uma medida transcendente que as oriente, nossas sociedades ocidentais têm feito da moral uma questão de pura convenção, em que o certo e o errado são decididos segundo os interesses. “Se Deus não existe e a alma é mortal, tudo é permitido”, já constatava o personagem de Dostoievski em Irmãos Karamazov. Resta a pergunta decisiva e comprometedora: Que civilização queremos?
Estamos, com efeito, diante de uma encruzilhada. É preciso escolher o caminho a seguir. Qual será nossa opção? A resposta dependerá do tipo de civilização que queremos. Desejamos aprofundar o caminho de estreitamento da razão? Como quer que seja, uma coisa deverá ser dita: se nossa razão não for alargada, como sugere Bento XVI, certamente nossa civilização caminhará rumo a um anti-humanismo, uma vez que tirará do homem a sua mais nobre expressão: a busca do Infinito e do Absoluto. 

Qual a relação existente entre fé e razão? Constituiriam verdades opostas entre si que não seria possível uma conciliação? Estes e outros questionamentos afins percorrem a mente de vários pensadores, sejam eles cristãos ou não.

Santo Agostinho (354-432) que é considerado por muitos o maior teólogo da Igreja pós – apostólica, soube unir a tradição cristã com a razão de tal forma que estabeleceu um sistema teológico que iria influenciar a Igreja por mil anos. Sua célebre frase: “intellige ut credas, crede ut inteligan” (compreender para crer, crê para compreender) expressa a síntese de seu sistema. Fé e razão seriam aliadas para um correto entendimento da realidade Divina.

Aqueles que tentavam contrariar a idéia de um Deus eterno e imutável, perguntavam o que Ele estava fazendo antes de criar a terra. Santo Agostinho afirmava que esta pergunta é contraditória, pois não poderia haver um “antes” quando nada existia, pois Deus criou o tempo ao criar as coisas. Para ele, esta pergunta pressupõe o tempo antes do próprio surgimento do tempo. Por isso o teólogo patrístico afirmava: “Mundus non in tempore, sed cum tempore, factus est” (O mundo foi feito não no tempo, mas com o tempo).

Na Idade Média um personagem que se destacou na história unificando fé e razão é Anselmo de Cantuária (1033-1109). Ele tentou provar a existência de Deus formulando o argumento ontológico. Anselmo tentou admitir a realidade objetiva de Deus através de uma verdade subjetiva, idéia. Deus seria, segundo Anselmo, o Ser perfeito do qual não se pode pensar nada maior. Ele necessariamente deve existir, pois se não existisse, outro ser que existisse nas mesmas dimensões seria por conseqüência maior do que o Deus intuído. Para que Deus seja perfeito ele precisa existir, logo, se lhe faltar o atributo da existência Ele não seria perfeito. Entretanto, Immanuel Kant (1724-1804) era cético sobre a possibilidade de a razão provar a existência de Deus. Para Kant, a existência de Deus é racionalmente admitida pela moral, pois “é absolutamente necessário persuadir-se da existência de Deus; mas não é necessário demonstrar que Deus existe”.

Embora no início a razão estivesse subordinada aos pressupostos dogmáticos, a partir do século 17 o que se vê é uma inversão. Agora, a fé deveria passar pelo crivo da razão. Um nome que expressa bem este período é o filosofo Bento Espinosa (1632-1677).

Para Espinosa, existe somente uma única substância, e ela é Deus. Deus seria o infinito causador dos efeitos finitos. Espinosa relaciona a idéia de Deus à sua noção de substância. Para o filósofo, substância é aquilo que existe em si e para si mesmo, independente de qualquer outra coisa para ser compreendido. Uma substância não pode ter uma causa diferente dela nem tão pouco não ter causa. Este é um axioma de Espinosa. Não obstante, ele admite que somente é possível conhecer algo através da causa do objeto cognoscível. Logo, o corolário espinosano é: Uma substância é a causa de si mesma.

Deus como substância é infinito, não podendo ser limitado por nada exterior a ele. Afora Deus, não há nenhuma substância. Com isto, não haveria lugar para uma idéia de um Deus pessoal, pois Ele seria a totalidade de tudo o que há.

O pai da teologia moderna, Friedrich Schleiermacher (1768-1834), deseja preservar a credibilidade da crença religiosa contra os ataques dos filósofos iluministas. Nesse período a Bíblia não era mais vista como a revelação de Deus, antes, era um conglomerado de história e mitologia.

Schleiermacher, procurando livrar a verdade religiosa das investidas racionalistas, propõe uma nova visão do conteúdo religioso. Para ele, o que caracteriza a religião é o “sentimento de dependência absoluta”. Este sentimento não deve ser analisado sob a ótica racionalista. Os atributos de Deus não passam de descrições do sentimento religioso existente no homem, não sendo, desta forma, verdades ontológicas do Divino. A teologia de Schleiermacher se constitui em uma antropologia absoluta. Sua filosofia é imanentista, e o homem, segundo seu pensamento, é a encarnação finita do Todo, uma das formas de Schleiermacher denominar Deus.

Rudolf Bultmann (1884-1976) inicia seu controvertido programa de “demitologização” do Novo Testamento, propondo uma interpretação existencialista dos documentos neotestamentarios. Bultmann entende que o Novo Testamento é formado por um entendimento mitológico do universo. Para que o homem moderno entenda sua mensagem, faz-se necessário escoimar o Novo Testamento de sua concepção ultrapassada, tanto do universo quanto dos acontecimentos salvíficos.

O renomado teólogo do século XX, Paul Tillich (1886-1965) uniu teologia e filosofia preservando suas particularidades. Ele criou o método de correlação, onde as perguntas existenciais eram respondidas com base nos símbolos do cristianismo. Filosofia e teologia não seriam conflitantes, pois Tillich entende que os dois campos do saber não possuem uma mesma base comum. Teologia só entraria em conflito com a própria teologia, assim como a filosofia só pode entrar em conflito com ela mesma.

A fé pode caminhar muito bem com a razão, pois a fé só é possível em um ser racional. Augustus Hopkins Strong (1839-1921), no primeiro tomo de sua teologia sistemática afirma que as “Escrituras apelam para a razão, em seu amplo sentido, incluindo o poder da mente de reconhecer Deus e as relações morais.” O problema seria o racionalismo, pois este “sustenta que a razão é a fonte ultima de toda verdade religiosa enquanto a Escritura é a autoridade só naquilo que suas revelações concordam com as conclusões prévias da razão ou pode ser demonstrada racionalmente.”

 1. Digo “ainda que parcialmente” porque a Filosofia, embora possa tratar de Deus, não o considera, contudo, como a Teologia. A Filosofia chega a Deus como causa transcendental do mundo e do homem, e não alcança a vida íntima de Deus, o que só se pode atingir, ainda que dentro dos limites da linguagem humana, pela Teologia, que parte da fé naquilo que Deus mesmo deu a conhecer de si, como, por exemplo, a Trindade das Pessoas Divinas. 2. VAZ, Henrique C. de Lima. Tomás de Aquino: do ser ao absoluto. In: ____ Escritos de Filosofia III. Filosofia e Cultura. São Paulo: Loyola, 1997, p. 283-342.3. Id. Metafísica e fé cristã: uma leitura da “Fides et Ratio”. Síntese. Revista de Filosofia. Belo Horizonte, v. 26, n. 86, p. 293-305, 1999. 4. Id. Escritos de Filosofia VII. Raízes de modernidade. São Paulo: Loyola, 2002. 5. Esse termo pode ser entendido como característico do modelo filosófico em que o universo é explicado pela força unificadora do inteligível, que, por sua vez, não se reduz à imanência do sujeito cognoscente. 6. “Sic igitur theologia, sive scientia divina, est duplex. Una… est theologia quam philosophi prosequuntur quae alio nomine metaphysica dicitur; alia vero… est theologia, que in sacra Scriptura traditur” (Tomás de Aquino, In Librum Boethii de Trinitate, q. 5, a. 4). 7. Citando Aristóteles, Tomás de Aquino realça esta verdade: “O nosso intelecto está para as primeiras noções dos seres, que em si mesmas são evidentíssimas, como os olhos do morcego para o sol” (Summa contra gentiles I, c. III). 8. Cf. VAZ, Henrique C. de Lima. Antropologia filosófica I. Loyola: São Paulo, 1991, p.239-289. 9. Veja o que diz Tomás de Aquino, apontando Deus como a realização plena da coincidência entre inteligente e inteligível em ato: “Efetivamente, a intelecção é ato do sujeito inteligente, nele existindo, e que não se transmite a uma coisa extrínseca, como acontece com o aquecimento, o qual se transmite ao que é aquecido. Assim, o objeto da intelecção não recebe coisa alguma por ser apreendido, mas o sujeito inteligente é que é aperfeiçoado. Ora, tudo que está em Deus identifica-se com sua essência. Logo, a intelecção de Deus é a própria essência divina, o ser divino e o próprio Deus, já que Deus é sua essência e seu ser (como foi provado)”(Summa contra gentiles, I, c. XLV). 10. Eis um texto esclarecedor de Pierre Secondi sobre a inteligibilidade das coisas, inteligibilidade que, em última análise, funda-se na identidade, no Ser infinito, do inteligente e do inteligível: “Há muito tempo que Aristóteles justificou esta relação matéria-espírito: se a inteligência procura o espírito nas coisas mais comuns é porque ela sabe que o espírito se encontra nelas, porque tudo o que existe é a realização de uma ideia. Uma mesa não seria o que ela é se o carpinteiro não tivesse na cabeça a ideia de mesa, qualquer que seja a matéria utilizada. Se me permitem uma comparação belicista, a inteligência funciona como a ogiva dos novos mísseis que sabe onde está o seu alvo e como penetrar no íntimo dele. Longe de estar em oposição, matéria e espírito coincidem nas realidades. O que o filósofo chama de ordem real e ordem ideal é correlativo, segundo a fórmula um tanto solene de nossos mestres: Tudo o que existe é pensável, tudo o que é pensável pode existir; inversamente, o que é impossível nas coisas reais, um círculo quadrado por exemplo, é impossível no espírito” (SECONDI, Pierre. Philosophia perennis. Atualidade do pensamento medieval. Petrópolis: Vozes, 1992, p. 24). 11. Cf. VAZ, art. cit., p. 302.12. BENTO XVI. Fé, razão e universidade. Recordações e reflexões. Santa Sé. Disponível em: http://www.vatican.va/holy_father/benedict_xvi/ speeches/2006/september/documents/hf_ben-xvi_spe_20060912_university-regensburg_po.html. Acesso em março de 2009. 13. Por “filosofias voluntaristas” entende-se os discursos filosóficos que colocam no fundamento do ser a vontade distante ou dissociada da inteligência, o que acaba por levar ao irracionalismo. 14. Ibidem. 15. Ibidem. 16. Ibidem. 17. Ibidem. 18. Ibidem.

Biografia

Santo Agostinho
Aurélio Agostinho nasceu na cidade de Tagaste (Argélia). Foi professor em Tagaste, Cartago, Roma e Milão. Entrou para a seita dos maniqueus quando jovem, interessava-se por filosofia. Atormentado por crises de ceticismo, aos 32 anos converteu-se ao catolicismo. Voltou para a África, e, em 396 é nomeado Bispo de Hipona. Escreveu dezenas de obras que dominaram a história do pensamento durante o primeiro milênio. As mais conhecidas são Confissões, uma autobiografia, A Trindade, A Cidade de Deus, Retratações, Solilóquios, Da Imortalidade da Alma, Do Mestre

Santo Tomás de Aquino
(1225-1274) Nascido no castelo de Roccasecca, próximo a Aquino (Itália), Tomás ingressou na Ordem dos Dominicanos em 1244, estudou com Santo Alberto Magno e obteve o título de doutor em teologia em 1259. Lecionou em diversas universidades da Itália, e em Paris. Escreveu mais de sessenta títulos com destaque para Comentários Sobre as Sentenças, Os Princípios e o Ente e a Essência, a Súmula Contra os Gentios, as Questões Diversas e a Suma Teológica, sua obra mais famosa. Fundamentou seu pensamento teológico na filosofia de Aristóteles

 Henrique Cláudio de Lima Vaz
(1921-2002) Jesuíta e filósofo nascido em Ouro Preto (MG), doutorou-se em filosofia pela Universidade Gregoriana de Roma, exercendo o magistério universitário no Brasil por meio século. Seu pensamento influenciado por Platão, Hegel e pela metafísica de Tomás de Aquino buscou construir uma Antropologia Filosófica ética que respondesse às incertezas relativistas da modernidade. Escreveu diversas obras: Escritos de Filosofia em VII vols., Antropologia Filosófica em II vols. e Experiência Mística e Filosófica da Tradição Ocidental

Guilherme de Ockham
(1280-1349) Franciscano e filósofo inglês, foi convocado, em 1328, pelo Papa João XXII, em Avignon (França), para responder por heresia. Lá, uniu-se aos monges franciscanos que eram contra a posição moderada do Papa referente à pobreza apostólica. Em 1328, fugiu para Itália e posteriormente para a Alemanha onde faleceu vítima da cólera. Defendia a separação entre a razão e a fé, entre a teologia e a filosofia, entre o temporal e o espiritual, sem nenhuma possibilidade de síntese. É chamado “príncipe dos nominalistas

Saiba mais

 

 

  • SECONDI, Pierre. Philosophia perennis. Atualidade do pensamento medieval. Petrópolis: Vozes, 1992.

 

  • VAZ, Henrique C. de Lima. Antropologia filosófica I. Loyola: São Paulo, 1991

 

  • Escritos de Filosofia VII. Raízes de modernidade. São Paulo: Loyola, 2002.

 

  • Metafísica e fé cristã: uma leitura da “Fides et Ratio”. Síntese. Revista de Filosofia. Belo Horizonte, v. 26, n. 86, p. 293- 305, 1999.

 

  • Tomás de Aquino: do ser ao absoluto. In: ____ Escritos de Filosofia III. Filosofia e Cultura. São Paulo: Loyola, 1997, p. 283-342

Paz amados(as) que esta matéria nos ajude a aprofundar ainda mais nos nossos estudos

História da Filosofia – Resumo do final de semestre

PERÍODOS DA FILOSOFIA

IDADE ANTIGA

PERÍODO DA FILOSOFIA – 1º PRÉ-SOCRÁTICO ( SÉCULO VIII a.C. – V a.C.)

CONTEXTO HISTÓRICO
Os gregos fundam colônias espalhadas pelo Mediterrâneo (séc. VIII a.C.): Surgimento de um comércio ativo e de uma indústria próspera. A camada social envolvida nas atividades comerciais e industriais é responsável pela substituição da aristocracia pela democracia (séc. VI a.C.). Primeiros legisladores gregos: Dracon, Sólon e Clistenes. Fundação de Roma (séc. VI a.C.).

CARACTERÍSTICAS DA FILOSOFIA NO PERÍODO
A filosofia se desenvolve inicialmente nas colônias gregas da jônia e do sul da Itália peninsular e Sicília. Predomínio do problema cosmológico: busca-se a arché, ou seja, o princípio de todas as coisas, a origem do universo. a physis (o elemento primordial eterno, ou seja, a natureza eterna e em perene transformação) torna-se o objetivo de pesquisa e indagação. os físicos da jônia, também chamados de “fisiólogos”, são os primeiros filósofos gregos que tentam explicar a natureza material e o princípio do mundo e de todas as coisas por meio dos seguintes elementos: água (Tales de Mileto); ar (Anaximenes); apeíron (Anaximandro); devir ou vir-a-ser (Heráclito); ser (Parmênides); ar, água, terra e fogo (Empédocles); Homeomerias (Anaxágoras); átomo (Demócrito); número (Pitágoras).

FILOSOFOS IMPORTANTES
Escola Jônica: Tales de Mileto, Anaxímenes, Anaximandro.
Escola Pitágorica: Heráclito e a Escola eleática: Xenofantes, Parmênides, Zenão, Anaxágoras, Empédocles.
Escola atomista: Leucipo, Demócrito.

PERÍODO DA FILOSOFIA – 2º SOCRÁTICO: séculos V e IV a.C.

CONTEXTO HISTÓRICO
Guerras médicas (490, 480 a.C.). Em 405 a.C., Atenas é derrotada (Guerra do Peloponeso), mas a hegemonia espartana dura pouco (Tirania dos Trinta). Tebas conquista Esparta em 371 a.C., mas enfrenta a oposição de Felipe II, a Macedônia se fortalece. Em 338 a.C., Felipe derrota a liga Pan-helênica em Queronista. Alexandre Magno continua a política expansionista da Macedônia.

CARACTERÍSTICAS DA FILOSOFIA NO PERÍODO
O advento do governo democrático em Atenas enseja a formação de cidadãos participativos transformar os habitantes da polis em políticos, indivíduos habilitados a tomar parte e decisões no processo democrático, por meio da paidéia (formação integral e harmônica do homem pela educação). Dessa forma, o centro de interesse se desloca da natureza para o homem. Predomínio do problema antropológico. Os filósofos elegem o ser humano como objeto de pesquisa. A Filosofia engloba um número crescente de problemas e se converte, sobretudo com Aristóteles, em um saber enciclopédico (abarca física, biologia, psicologia, metafísica, ética, política, poética, etc.).

FILÓSOFOS IMPORTANTES
Sofista: Protágoras, Pródico, Hipias, Górgias, Cálicles, Crítias, Trasímaco, Antifone, Sócrates, Platão, Aristóteles.

PERÍODO DA FILOSOFIA – 3º HELENISTICO: SÉCULO IV a.C. – V d.C.

CONTEXTO HISTÓRICO
Fusão da cultura grega com a oriental (Macedônia). Após a morte de Alexandre Magno em 323 a.C., desintegração do império: Ptolomeu (Egito, Arábia e Palestina): sucessores de Antígono (Macedônia e Grécia) e Seleuco (Síria, Mesopotâmia e Ásia Menor). O império Romano fundado em 100 a.C., se consolida. Guerras púnicas (Roma/Cartago). A Grécia e suas colônias passam a integrar o Império Romano (XXXI a.C.). Cristianismo (séc. I d.C.). Apogeu e crise do Império Romano (séc. II e III).

CARACTERÍSTICA DA FILOSOFIA NO PERÍODO
A filosofia transforma-se em um modo de vida: forte preocupação com a salvação e a felicidade, que passam a ser vistas com possíveis de alcançar de forma individual e subjetiva, por meio de conjuntos de regras morais. Predomínio da ética, q passa a execer a função desempenhada outrora pelos mitos religiosos (etapa helenísitica). Surgimento de pequenas escolas filosóficas. A filosofia perde seu vigor, tornando-se repetitiva e pouco criativa (etapa romana).

FILOSOFOS IMPORTANTES
Estoicismo: Zenão de Cicio, Cleanto de Assos, Crístipo de Solos, Sêneca, Epíteto, Marco Aurélio.
Epicurismo: Epicuro, Lucrécio.
Ecletismo: Cícero.
Neoplatonico: Plotino.

PERÍODO HISTÓRICO
4. Patrística: século I a V d.C.

CONTEXTO HISTÓRICO
Os cristãos são perseguidos por decretos de vários imperadores romanos e somente podem praticar livremente sua religião a partir de 313 (Édito de Milão). Em 395, o imperador Teodósio divide o Império Romano em dois: o do Oriente e o do Ocidente.

CARACTERÍSTICA DA FILOSOFIA
Encontro da filosofia grega com o cristianismo. Primeira elaboração dos conteúdos do cristianismo pelos Padres da Igreja, o que explica o nome patristica dado ao período. Nesse período, a questão central reside na necessidade de conciliação das exigências da razão humana com a revelação divina.

FILOSOFOS IMPORTANTES
Santo Ireneu, Tertúliano, Justino, Clemente de Alexandria, Orígenes, Gregório de Nazianzo, Basílio Magno, Gregório de Nissa, Destaque: Santo Agostinho.

IDADE MÉDIA

PERÍODO DA FILOSOFIA
1. Patrística: século V a VIII

CONTEXTO HISTÓRICO
O Império Romano do Ocidente é invadido pelos bárbaros do norte da Europa, sucumbindo em 476. O Império Bizantino perdura até o fim da Idade Média (1453). Sob o governo de Justiniano é redigido o Corpus Júris Civilis (Corpo do Direito Civil), durante o século VI.

CARACTERÍSTICA DA FILOSOFIA
Na Idade Média, a Filosofia se separa da teologia, porém as duas mantêm relações, podendo-se afirmar que a Filosofia é um instrumento a serviço da teologia. O tema central é a tentativa de conciliar razão e fé. De maneira simplista, é possível dividir a Filosofia medieval em dois grandes períodos: a Filosofia Patrística e a Filosofia Escolástica. A Patrística precede e prepara a Escolástica medieval, e sua principal característica reside no seu caráter apologético: é preciso defender os ideais cristãos perante os pagãos e convertê-los. Presencia-se a retomada da Filosofia platônica, especialmente por Santo Agostinho, bem como do neoplatonismo.

FILOSOFOS IMPORTANTES
Santo Agostinho. Boécio. Dionísio. Pseudo-Areopagita. Próspero. Cassiodoro. Máxmo, O Confessor. Isidoro. Beda. João Damasceno.

PERÍODO DA FILOSOFIA
2. Escolástica: século VIII a XV

CONTEXTO HISTÓRICO
Estabelecimento do Império Carolíngio (séc. VIII). Expansão da cultura árabe (invasão da Espanha em 711). Tratado de Verdun (843) e apogeu da cultura islâmica. Surgimento do feudalismo (sécs. IX–X), após o desaparecimento do Império Carolíngio. Início das Cruzadas (1095-1291) e Cisma do Oriente (séc. XI). Aparecimento das universidades (séc. XII). Declínio do feudalismo e formação das cidades livres (séc. XIII). Criação da Ordem dos Dominicanos e da Ordem de São Francisco. Guerra dos Cem Anos (franceses X ingleses) e Cisma do Ocidente (sécs. XIII e XV). Difusão do ensino científico nas universidades. Tomada de Constantinopla pelos turcos (1453).

CARACTERISTICA DA FILOSOFIA
O termo escolástica designa a Filosofia ministrada nas escolas cristãs (de catedrais e conventos) e posteriormente nas universidades. A Patrístia retorna a Filosofia platônica; a escolástica retorna a Filosofia aristotélica, nela encontrando seus fundamentos e os elementos necessários para seu desenvolvimento. Santo Tomás de Aquino elabora a síntese magistral do cristianismo com o aristotelismo, fornecendo as bases filosóficas para a teologia cristã: surge a Filosofia aristotélico-tomista. Compatibilizar a fé e a razão continua a ser o problema central da Filosofia escolástica.

FILOSOFOS IMPORTANTES
João Scoto Erígena. Santo Anselmo. Pedro Abelardo, Guilherme e Champeaux.
Escola de Chartres: Fulberto. Bernado. Teodorico. Gilberto de Poitiers. Guilherme de Conches, João de Salisbury. Oto de Freising. Al Farabi. Avicena. Averróis.
Escola de Oxford: Roberto Grosseteste. Roger Bacon. João Duns Escoto. Guilherme do Ockham. Boaventura. Alberto Magno. Santo Tomás de Aquino. Mestre Eckhart. Nicolau de Cusa.

IDADE MODERNA

PERÍODO DA FILOSOFIA
1. Renascimento: séc. XV e XVI

CONTEXTO HISTÓRICO
Transição do feudalismo para o capitalismo mercantil (séc. XV). Ascensão da burguesia e consolidação dos Estados Nacionais (séc. XVI); hegemonia espanhola (sob Carlos V e Felipe II); reinado progressista de Isabel I, na Inglaterra. Grandes invenções: bússola, pólvora, papel, gravura, imprensa. Descobrimento de outras rotas marítimas e de novos continentes. Apogeu do mercantilismo e implantação do sistema colonial. Desenvolvimento das ciências exatas e naturais; formulação do heliocentrismo (Copérnico). Reformas religiosas: luteranismo (Alemanha), calvinismo (França) e anglicanismo (Inglaterra). Renascimento na Itália e em outros países da Europa.

CARACTERISITICA DA FILOSOFIA
A Filosofia medieval se caracteriza por ser religiosa, dogmática, clerical e fundamentada no princípio da autoridade. A Filosofia moderna, por sua vez é profana, crítica, leiga e encontra na razão e na ciência seus pressupostos fundamentais. O Renascimento é marcado por uma profunda revolução antropocêntrica: durante esse período instaura-se uma polêmica contra o pensamento medieval (essencialmente teocêntrico), preparando o caminho para o pensamento moderno, para o qual a natureza física e o homem tornam-se o tema central. Revalorização da Antigüidade clássica (Filosofia greco-romana), buscada em suas fontes originais. Propõe-se um novo modelo de homem – considerado um microcosmo – e um novo modelo de Estado. Grande interesse pela epistemologia (teoria do conhecimento). Galileu propõe o método experimental, assentando as bases da ciência moderna.

FILOSOFOS IMPORTANTES
Pomponazzi. Giordano Bruno. Campanella. Telessio. Erasmo de Roterdã. Bodin. Maquiavel. Thomas Morus. Montaigne.

PERÍODO DA FILOSOFIA
2. Racionalismo e empirismo: séc. XVII

CONTEXTO HISTÓRICO
Decadência política da Espanha e predomínio da França: consagração do poder absoluto dos reis, com Luís XIII e Richelieu até o apogeu com Luís XIV. Cromwell (Inglaterra). Desenvolvimento da literatura francesa: Corneille, Racine, Molière, La Fontaine (séc. XVII). Nas artes plásticas, aparecimento do estilo barroco. Fundação da física moderna: Kepler, Galileu, Newton, Gassendi e Boyle.

CARACTERISITICA DA FILOSOFIA
Formulação dos grandes sistemas filosóficos que traduzem o espírito dos novos tempos, agrupados em duas correntes divergentes: o racionalismo, quer privilegia as verdades da razão, e o empirismo, que destaca a validade do puramente fáctico, isto é, as impressões sensíveis com ponto de partida do conhecimento. Nesse período, a física (Newton) e a química (Lavoisier) se separam da filosofia.

FILOSOFOS IMPORTANTES
Racionalismo: Descartes. Pascal. Malebranche. Spinoza. Leibiniz.
Empirismo: Francis Bacon. Hobbes. Locke. Berkeley. Hume.

PERÍODO DA FILOSOFIA
3. Iluminismo: século XVIII

CONTEXTO HISTÓRICO
O Antigo Regime, caracterizado pelo absolutismo, acede a um novo tipo de governo: despotismo esclarecido ou ilustrado – “tudo para o povo, mas sem o povo”. Principais representantes: Maria Tereza e José I (Áustria), Carlos III (Espanha), Frederico II (Prússia), Catarina II (Rússia), Pombal (Portugal). Na França, Luís XVI, derrotado durante a Revolução Francesa (1789). Liberalismo e revoluções burguesas. Revolução Industrial na Inglaterra em 1760 (máquina a vapor). Independência dos Estados Unidos (1776). Inconfidência Mineira (1789). Golpe do 18 Brunário e ascensão de Napoleão Bonaparte (1799). Consolidação do capitalismo industrial e liberal e formação do proletariado. Artes plásticas: barroco, rococó; literatura: início do romantismo.

CARACTERISTICA DA FILOSOFIA
Iluminismo: movimento filosófico, literário e político que visa combater o absolutismo, a influência da Igreja e da tradição, considerando a razão como o único meio para se atingir completa sabedoria. Dessa forma, as idéias modernas tomam fôlego e se expandem: a confiança na razão do século anterior é acompanhada agora por um crescente espírito crítico (racionalismo exacerbado – “luzes da razão” contra as “Trevas da ignorância”). Sonha-se com um homem universal e ideal que concilie natureza e razão, defensor dos direitos humanos e difusor da cultura. A biologia se separa da Filosofia.

FILOSOFOS IMPORTANTES
Iluminismo inglês: Locke
Iluminismo francês: Bayle. D’Alembert. Diderot. La Metrie. Paul Henri Holbach. Helvetius. Condillac. Cabanis. Destutt de Tracy. Voltaire. Montesquieu. Rousseau.
Iluminismo alemão: Tomásio. Wolff. Frederico II. Reimarus. Mendelssohn. Lessing.
Idealismo e criticismo: Immanuel Kant.

IDADE CONTEMPORÂNEA

PERÍODO DA FILOSOFIA
2. Século XIX

cONTEXTO HISTÓRICO
Primeira metade do século: após a queda de Napoleão, em Waterloo (1815), surge a Restauração, movimento que pertende restabelecer o absolutismo. Independência do Brasil (1822).
Segunda metade do século XIX: na França, Luís Napoleão restabelece o império. Unificação italiana e alemã. Guerra franco-prussiana (1870-1871). Independência das colônias americanas e Guerra de Secessão nos Estados Unidos (1861). República Brasileira (1889). Incorporação de novas fontes de energia (eletricidade, petróleo), inovações técnicas; consolidação do capitalismo. Surgimento do socialismo. Literatura: romantismo, realismo, parnasianismo e simbolismo.

CARACTERISTICA DA FILOSOFIA
Valorização da ciência e extensão do método científico a outras disciplinas. Confiança no progresso indefinido – material e moral – da humanidade. As correntes filosóficas que predominam no período são o positivismo (muito próximo do âmbito científico) e o socialismo em todas as suas formas, no contexto da Filosofia política. Desdobramento do idealismo kantiano. A psicologia (Wundt) e a sociologia (Comte) se separam da Filosofia e se tornam ciências independentes, dando início à formação das ciências humanas.

FILOSOFOS IMPORTANTES
Idealismo: Fichte. Schelling. Shopenhauer. Hegel.
Positivismo: Comte. Taine. Stuart Mill. Spencer.
Evolucionismo: Darwin.
Pragmatismo: Wiliam James. Dewey. Pierce.
Socialismo: Saint-Simon. Fourier. Owen. Proudhon. Feuerbach. Marx. Engels.
Fenomenologia: Brentano. Husserl. Scheller. Hartmann.
Psicanálise: Freud.
Lingüística: Suassure.
Filósofos independentes: Kierkegard. Nietzsche.

PERÍODO FILOSOFICO
2. Século XX
CONTEXTO HISTORICO
Rivalidade entre potências européias devido às aspirações imperialistas; Paz Armada e alianças entre estados: Primeira Guerra Mundial (1914-1918). Novas ideologias: comunismo, fascismo e nazismo. Quebra da Bolsa de Nova York (1929). Crises socioeconômicas, exacerbação nacionalista, sistemas de alianças e armamentismo: Segunda Guerra Mundial. Mudanças políticas e territoriais. Criação da ONU (1945). Guerra civil espanhola e ditadura de Franco (1939-1969). Guerra Fria entre Estados Unidos e Rússia. República Popular da China (1949). Descolonização da África e da Ásia e neocolonialismo. Revolução Cubana (1959). Desenvolvimento tecnológico e industrial: neocapitalismo e economia multinacional. Domínio norte-americano. Queda do Muro de Berlim e desagregação dos Estados socialistas. Ascensão e consolidação da economia japonesa. No Brasil: fim da República Velha e governo de Getúlio Vargas; Estado Novo (1937-1945); república populista (1945-1964); golpe militar de 1964; Nova República (1985).

CARACTERISTICA DA FILOSOFIA
Pluralidade de correntes filosóficas: neopositivismo, positivismo lógico, racionalismo transpositivista, fenomenologia, existencialismo, hermeneutia, filosofia da vida, neoescolástica, neokantismo, estruturalismo, escola de Frankfurt, aquerogenealogia, etc. Ciência como tema central dos filósofos. Destaque para a epistemologia (teoria do conhecimento).

PRINCIPAIS FILOSOFOS
Neopositivismo: Ayer. Wittgenstein. Russell.
Positivismo lógico (círculo de Viena): Schlick. Carnap. Popper. Nagel. Neurath. Reichenbach.
Racionalismo transpositivista: Brunschvicg. Koyré. Poincaré. Meyerson. Piaget. Bachelard. Kuhm. Fezerabend.
Linguistica: Jakobson. Hjelmslev.chomsky.
Fenomenologia: Merleau-Ponty. Martin Buber.
Existencialismo: Heidegger. Karl Jaspers. Jean-Paul Sartre. Albert Camus. Gabriel Marcel.
Hermenêutica: Paul Ricoeur. Gadamer.
Personalismo: Emanuel Mounier.
Filosofia da vida: Bergson, Blondel. Dilhey. Spengler.
Neoescolástica: Jacques Maritain. Garrigou-Lagrange.
Neokantismo: Ernest Cassirer.
Estruturalismo: Claude Lévi-Straus. Roland Barthes.
Marxismo: Gramsci, Georg Lukács. Lucien Goldman. Althusser.
Escola de Frankfurt: Horkheimer. Adorno. Habermas. Benjamin. Marcuse. Erich Fromm.
Arqueogenealogia: Focault. Deleuze. Guattari. Mafesoli.
Filósofos independentes: Teilhard de Chardin. Vladimir Jankélévitch.

Que este resumo da filosofia nos ajude nos nossos estudos

Paz amados(as)

O Blog da Teologia Pastoral SJRP recebeu o certificado de participação do I Prêmio de comunicação João Paulo II

O Blog da Teologia Pastoral SJRP recebeu o certificado de participação do I Prêmio de comunicação Joaõ Paulo II

A Semana de Comunicação realizada todo ano na Paróquia Nossa Senhora do Brasil, destacou-se neste sábado (19/05/2012 às 19:30hs) a 1ª transmissão via web da missa da Paróquia no site: http://www.paroquiansbrasilriopreto.com.br e também por um evento especial a entrega dos prêmios do Concurso  I Prêmio de Comunicação João Paulo II com a presença do Pe. Jarbas que está a frente da Diocese de SJRP após a saída do Bispo Paulo(agora Arcebispo de Uberaba-MG),Pe. Ernesto, o Excelentíssimo Prefeito de SJRP – Valdomiro Lopes, entre vereadores e ilustres convidados, entre os trabalhos premiados nas categorias: impresso,foto, e dentre muitos outros belíssimos trabalhos na categoria mídia digital, o blog da Teologia Pastoral SJRP classificou-se entre muitos outros trabalhos inscritos, e ficou entre os trabalhos finalistas, só tenho a agradecer o imenso apoio que recebi de colegas de comunidade, colegas do I ano de curso de Teologia Pastoral, do Pe. Ernesto(Pároco da Paróquia Nossa Senhora do Brasil) pela oportunidade de destacar este trabalho que faço com imenso amor e dedicação, evangelizar por meio deste meio de comunicação incrível e veloz que é a Internet, por meio do blog, destaco ainda que para este ano esta sendo feito a implantação de um Website voltado exclusivamente para o Curso de Teologia Pastoral realizado no Centro de Estudos Superiores Sagrado Coração de Jesus idealizado e executado de forma extraordinária pelo Pe. Berti e Pe. Leonel.

Eis o Certificado de Participação do Prêmio João Paulo II(comemore esta  conquista porque também  é sua amigo(a) futuro(a) Teólogo(a)

O jardim do Éden – realidade ou ficção?

No Livro de Génesis, no jardim do Éden, Deus fez toda a espécie de árvores agradáveis à vista e de saborosos frutos para comer. Nele também colocou, ao centro, a Árvore da Vida e a Árvore da Ciência do Bem e do Mal. Um rio nascia no Éden e ia regar o jardim, dividindo-se a seguir em quatro braços. Segundo a descrição bíblica, O nome do primeiro é Pison, rio que rodeia toda a região de Havilá, onde se encontra ouro puro, bdélio e Ónix ou pedra Sardônica. O nome do segundo rio é Ghion, o qual rodeia toda a terra de Cuche. O nome do terceiro é o Tigre, e corre ao oriente da Assíria. O quarto rio é o Eufrates.A árvore do conhecimento tinha um fruto que, segundo Eva, manipulada pela serpente (supostamente simbolizando satanás) devia ser bom para comer, pois era de atraente aspecto e precioso para a inteligência. Contudo, apesar de atraente, ou talvez por isso, era o fruto proibido original.

Os relatos que originaram o Gênesis seriam provenientes de uma época em que os mares eram mais baixos [3]. A região do Golfo Pérsico tem uma profundidade média de 50 metros e máxima de 90 metros, portanto toda a área era região acima do nível do mar. Os dois rios atualmente não identificados possivelmente seriam rios que chegariam ao golfo vindos do Irã ou da Península Arábica. O dilúvio teria resultado na subida do nível dos mares, inundando a região do Golfo e conseqüentemente ocultando sob o mar a localização do Jardim do Éden, possivelmente alterando o clima da região e contribuindo para a desertificação da península arábica.

Etimologia

A origem do termo “Éden” em hebraico parece derivar da palavra acade edinu, que deriva do sumério E.DIN. Em todas estas línguas a palavra significa planície ou estepe. A Septuaginta traduz do hebraico (gan) “jardim” para palavra grego (pa·rá·dei·sos) paraíso. Devido a isso, temos a associação da palavra portuguesa paraíso com o jardim do Éden.

O fruto proibido

Várias tradições fazem referências ao fruto proibido de diversas maneiras:

  • Como significando o reconhecimento do certo e do errado;
  • Como conhecimento adquirido por se alcançar o amadurecimento por experiência;
  • Símbolo do direito que o Criador do homem teria de especificar aos seres humanos o que é “bom” e o que é “mau”, exigindo a prática do que é bom e a rejeição do que é mau, a fim de continuarem aprovados por Ele.

Ainda outros argumentam que em vista da ordem de ‘serem fecundos e tornarem-se muitos, e de encherem a terra’ (Gên 1:28), o fruto da árvore não poderia ser o símbolo de relações sexuais, visto que esta seria a única maneira de haver procriação. Também há a argumentação de que não podia significar apenas a faculdade de reconhecer o certo e o errado, porque a obediência à ordem de Deus exigia esta discriminação moral. Quanto a referir-se ao conhecimento obtido ao atingir a madureza, argumenta-se que não seria pecado por parte do homem atingir este estágio, nem lógico que seu Criador o obrigasse a continuar imaturo.

No livro de Gênesis (2.4-15), encontramos a referência exata onde está localizado o Jardim do Éden. Para muitos continua sendo uma ficção, mas para outros é a marca inicial da história da civilização, onde a humanidade se originou com a criação do homem adâmico. Em nenhum outro livro registra-se sobre este fato a não ser a Bíblia. Ali, Adão foi criado e viveu neste jardim preparado para sua habitação junto a Eva, sua mulher. Quando analisamos os mapas mais antigos conjuntamente com as Escrituras, é possível sim, localizarmos o provável local do Jardim do Éden. Existiam quatro rios, e um deles saía de dentro do Jardim e se espalhava e se convertia em quatro cabeceiras. Os nomes destes rios eram: Pison, Gion, Tigre (Chidékel) e o Eufrates (Perat). Devemos, no entanto analisar que: quando a Bíblia refere-se ao ponto ocidental e oriental, toma como referência geográfica, Israel. O Texto de Gênesis diz: “E plantou Deus um jardim no Éden, no oriente, e colocou ali o homem que formou”. Tomando como ponto de referência geográfica, quem fica ao Oriente são os países tais como: Jordânia, Arábia Saudita e Iraque e os outros do extremo oriente. Porém, não se pode esquecer-se de um detalhe, onde o próprio relato da Escritura não deixa dúvida. É a citação do nome dos rios, e dois deles ainda existem até hoje, com os seus mesmos nomes: o Rio Tigre e o Eufrates. O próprio Texto de Gênesis diz que o Rio Tigre é o que corre ao Oriente da Assíria, atualmente, a Síria. A partir daí podemos fazer uma correlação entre os países antigos e os atuais.
 

Quando comparamos o Iraque atual com a Assíria Antiga podemos claramente ver que no mapa atual falta a parte sul da terra, onde foi submergida pelas águas do Golfo Pérsico. Comparando com os mapas antigos e atuais percebemos nitidamente que nos mapas atuais não mais existem os Rios Pison e o Gion, pois os mesmos eram quem regavam o jardim do Éden. Portanto, verificamos que os mapas atuais registram o nome dos Rios Tigre e o Eufrates. Sendo assim, podemos deduzir que a provável localização do jardim do Éden está mergulhada no local onde se encontra hoje o Golfo Pérsico. É importante observar que a cidade natal de Abraão, Ur dos Caldeus, não existe mais no mapa geográfico, já que a mesma ficava alguns quilômetros abaixo do Jardim do Éden. Se ela existisse hoje, seria a cidade mais antiga do mundo e há indícios de que também está mergulhada no Golfo Pérsico. No entanto, a cidade mais antiga do mundo, hoje, é Damasco. Finalmente, o Jardim do Éden foi uma realidade histórica e geográfica, e não simplesmente ficção. A Bíblia, como sendo o livro mais antigo do mundo não falhou, quando deu a localidade do Éden ao oriente, e ainda a citação de rios que sobrevivem com seus nomes até hoje.

Paz amados(as)

A nota de 100 reais

A NOTA DE R$ 100,00
Um famoso palestrante começou um seminário numa sala com 200… pessoas, segurando uma nota de R$ 100,00. Ele perguntou: “Quem de vocês quer esta nota de R$ 100,00?” Todos ergueram a mão…
Então ele disse: “Darei esta nota a um de vocês esta noite, mas primeiro, deixem-me fazer isto…” Então, ele amassou totalmente a nota. E perguntou outra vez: “Quem ainda quer esta nota?” As mãos continuavam erguidas.
E continuou: “E se eu fizer isso…” Deixou a nota cair no chão, começou a pisá-la e esfregá-la. Depois, pegou a nota, agora já imunda e amassada e perguntou: “E agora?” “Quem ainda vai querer esta nota de R$ 100,00?” Todas as mãos voltaram a se erguer. O palestrante voltou-se para a platéia e disse que lhes explicaria o seguinte: “Não importa o que eu faça com o dinheiro, vocês continuaram a querer esta nota, porque ela não perde o valor. Esta situação também acontece conosco. Muitas vezes, em nossas vidas, somos amassados, pisoteados e ficamos nos sentindo sem importância. Mas não importa, jamais perderemos o nosso valor. Sujos ou limpos, amassados ou inteiros, magros ou gordos, altos ou baixos, nada disso importa! Nada disso altera a importância que temos. O preço de nossas vidas, não é pelo que aparentamos ser, mas pelo que fizemos e sabemos.”
Agora, reflita bem e procure em sua memória:
Nomeie as 5 pessoas mais ricas do mundo.
Nomeie as 5 últimas vencedoras do concurso de Miss Universo.
Nomeie 10 vencedores do prêmio Nobel.
Nomeie os 5 últimos vencedores do prêmio Oscar, como melhores atores ou atrizes.
Como vai? Mal, né? Difícil de lembrar? Não se preocupe. Ninguém de nós se lembra dos melhores de ontem.
Os aplausos vão-se embora. Os troféus ficam cheios de pó. Os vencedores são esquecidos.
Agora faça o seguinte:
Nomeie 3 professores que te ajudaram na tua verdadeira formação.
Nomeie 3 amigos que já te ajudaram nos momentos difíceis.
Pense em algumas pessoas que te fizeram sentir alguém especial.
Nomeie 5 pessoas com quem transcorres o teu tempo.
Como vai? Melhor, não é verdade?
As pessoas que marcam a nossa vida não são as que têm as melhores credenciais, com mais dinheiro, ou os melhores prêmios.
São aquelas que se preocupam conosco, que cuidam de nós, aquelas que, de algum modo, estão ao nosso lado.
Reflita um momento. A vida é muito curta. Você, em que lista está?

Paz amados(as)

Fides et Ratio

Fides et Ratio é a décima segunda Encíclica do Papa João Paulo II, de 14 de Setembro de 1998, e aborda as relações entre a e a razão (fides et ratio), que constituem como que as duas asas pelas quais o espírito humano se eleva para a contemplação da verdade.

A encíclica recorda que a fé a razão foram o objeto de estudos exaustivos por parte de São Tomás de Aquino no século XIII, nomeadamente na sua Suma Teológica. Recorda o trabalho de apropriação pelo Ocidente, dos séculos XIIs e XIII, da filosofia de Aristóteles, um dos maiores filósofos da Grécia Antiga.

Insiste na importância da filosofia e alerta para os diferentes perigos que são o ecletismo, o historicismo, o cientificismo, o pragmatismo e o nihilismo. Indica que o positivismo foi desacreditado pela crítica epistemológica, mas que reaparece sob a forma de cientificismo. Menciona uma persistente mentalidade positivista: “continua a ser, contudo, verdadeiro que uma certa mentalidade positivista continua a acreditar na idéia que, graças às conquistas científicas e técnicas, o homem, como um demiurgo, pode chegar a ser o único plenamente soberano do seu destino.

A encíclica destaca sobretudo os novos desenvolvimentos da filosofia: “a herança do saber e a sabedoria se têm enriquecido em numerosos domínios“. A hermenêutica, a lógica, a filosofia da linguagem, a epistemologia, a filosofia da natureza, a antropologia, a análise exaustiva dos meios afetivos do conhecimento, a aproximação existencial da análise da liberdade, indicam que, de acordo com certos pensadores, entramos numa outra época, pós-moderna, mas este termo pode ter significado ambíguo.

Índice da Encíclica

  • Bênção
  • Introdução – Conhece-te a ti Mesmo
  • Capítulo I: A Revelação da Sabedoria de Deus
  • Capítulo II: Credo ut intellegam
  • Capítulo III: Intellego ut credam
  • Capítulo IV: A Relação entre a Fé e a Razão
  • Capítulo V: Intervenções do Magistério em matéria filosófica
  • Capítulo VI: Interação da Teologia com a Filosofia
  • Capítulo VII: Exigências e tarefas atuais
  • Conclusão

Fonte: http://www.vatican.va/edocs/POR0064/_INDEX.HTM

Para baixar: http://www.mediafire.com/?wiqw1o22ebv4oh4

Paz amados(as)